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História sobre a mentira 11 a 12 anos Leitura 19 min.

O bilhete escondido e o elevador teimoso

Lara esconde um bilhete da escola sobre um cartaz de Ciências e enfrenta o medo de contar aos pais, enquanto um susto no elevador a obriga a confrontar as suas escolhas. A história acompanha o seu dilema entre esconder a verdade e pedir ajuda.

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Menina de 12 anos emocionada e aliviada, rosto redondo com sardas, cabelo castanho claro preso em rabo de cavalo, segura contra o peito um cartaz colorido "O Ciclo da Água", postura hesitante mas ereta, olhos brilhantes e sorriso trêmulo, mãos com cola, roupa simples (moletom azul claro e jeans); mãe de ~35 anos, cabelo preto curto, observa com ternura da cozinha com um pano húmido; pai de ~38 anos, barba curta e camisa casual, sentado no sofá segurando uma folha assinada e uma caneta, olhar benevolente; entrada iluminada de um apartamento familiar com chão de azulejo claro, móveis em madeira clara, porta aberta e um pequeno elevador ao fundo, luz dourada do crepúsculo; cena de confissão tranquila — a menina estende um bilhete amassado aos pais, expressão vulnerável mas decidida, pais calmos e reconfortantes, ambiente acolhedor em tons pastel e traços suaves. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — O bilhete e a mochila pesada

Lara tinha 12 anos e um hábito que aparecia quando o coração acelerava: ela escondia pedaços da verdade, como quem empurra migalhas para baixo do tapete.

Naquela terça-feira, a escola tinha sido barulhenta e cheia de recados. Na última aula, a professora Cristina entregou um bilhete dobrado com cuidado.

“Lara, é para a tua mãe ou para o teu pai, hoje, está bem? É importante.”

Lara assentiu, sentindo o papel no bolso como se fosse uma pedra quente. Era o aviso sobre a apresentação de Ciências: cada aluno precisava levar um cartaz feito em casa. Lara tinha prometido a si mesma que ia fazer no fim de semana… mas tinha passado o sábado a ver vídeos e o domingo a dizer “já já”.

No elevador do prédio, ela entrou com a mochila a bater nas costas. O espelho mostrava a sua cara pensativa. O elevador cheirava a detergente e tinha um zumbido baixo, como um gato a ronronar.

No sexto andar, entrou o senhor Rui do 7B, com um saco de laranjas.

“Boa tarde, Lara. Correu bem a escola?”

“Correu… sim.” Ela sorriu rápido.

A porta fechou e o elevador começou a descer. Lara ouviu as laranjas rolar uma contra a outra. Ela pensou no bilhete. Pensou na cara da mãe quando ouvia “avisos importantes”. Pensou no pai a perguntar “já fizeste o cartaz?”. E a resposta que ela não tinha.

Quando o elevador parou no rés-do-chão, Lara saiu depressa, como se a verdade pudesse ficar lá dentro, presa entre andares.

Em casa, a mãe estava na cozinha, a cortar tomate. O pai mexia no computador, na sala, com o som das teclas a fazer “tac-tac”.

“Filha, como foi o dia?” perguntou a mãe.

“Normal,” disse Lara, e subiu o tom só um bocadinho, para parecer convincente.

O bilhete ficou no bolso. À noite, enquanto lavava os dentes, Lara sentiu a culpa fazer um nó pequeno, mas firme, na garganta.

“Eu entrego amanhã,” pensou. Era uma frase confortável. Quase parecia solução.

Capítulo 2 — Uma verdade meio torta

No dia seguinte, Lara acordou cedo e lembrou-se do bilhete antes mesmo de abrir os olhos. O nó na garganta voltou, educado e insistente.

Na escola, a professora Cristina perguntou:

“Quem trouxe o cartaz pronto pode deixar aqui na minha mesa.”

Várias folhas coloridas apareceram como magia. Lara ficou sentada, com as mãos debaixo da mesa. Quando a professora passou perto, Lara falou rápido, sem olhar.

“Eu… eu já comecei. Só falta… colar umas imagens.”

A professora não fez cara feia. Só respondeu:

“Então termina hoje, combinado? Amanhã é a apresentação.”

“Hoje,” repetiu Lara por dentro, como se fosse um lugar onde ela pudesse simplesmente chegar.

À tarde, na portaria do prédio, a dona Celeste segurou a porta para ela.

“Oh, Lara, chegou uma encomenda pequena para o teu pai. Queres levar?”

Lara pegou na caixa leve e subiu. Entrou no elevador sozinha. O painel brilhava com números. Ela apertou o 8 e encostou a testa à parede fria.

Quando o elevador travou no 4º andar, as luzes piscaram. Não foi um apagão total, mas foi o suficiente para o estômago dela dar um salto.

“Não, não, não…” murmurou.

O elevador parou entre andares, com um soluço mecânico. O silêncio veio logo a seguir, grosso como uma manta.

Lara engoliu em seco. Ela sabia o que fazer — já tinham falado disso na escola —, mas a cabeça ficou cheia de pensamentos.

“E se eu ficar aqui presa? E se a mãe descobrir o bilhete? E se eu for uma pessoa que só enrola e depois dá errado?”

Ela respirou fundo e carregou no botão de alarme. Um som agudo ecoou. Depois, a voz metálica da portaria respondeu pelo intercomunicador:

“Portaria. Está tudo bem aí?”

“É a Lara… o elevador parou.”

“Calma. Já chamámos a manutenção. Consegues dizer em que andar estás?”

Lara olhou para os números, mas estava entre o 4 e o 5. As mãos suavam.

“Acho que… entre o quatro e o cinco.”

“Ótimo. Fica tranquila. Eu vou avisar os teus pais.”

“Não,” pensou Lara, com um aperto no peito. “Vão ficar zangados. Vão perguntar do bilhete. Do cartaz. De tudo.”

Ela sentou-se no chão, com a encomenda no colo. O elevador cheirava a metal e a perfume antigo. Lara tentou fazer piada consigo mesma, bem baixinho:

“Se eu virar cientista, vou inventar um elevador que nunca falha…”

A risada saiu pequena, mas ajudou.

Minutos depois, ouviu passos e vozes do lado de fora. A voz da mãe chegou clara, ansiosa:

“Lara! Estás bem?”

“Estou!” respondeu Lara, mais alto.

“Respira comigo,” pediu a mãe. “Inspira… expira…”

Lara obedeceu. O peito foi desacelerando, como uma bicicleta a travar.

A manutenção chegou, mexeu em alavancas e cabos. Houve um estalo e o elevador desceu devagar até alinhar com o 4º andar. A porta abriu com um gemido.

A mãe abraçou Lara com força, cheirando a sabonete e tomate.

“Assustou-te muito?”

Lara ia dizer “não”. A palavra já estava pronta, automática. Mas a tremedeira nos joelhos denunciava.

“Um pouco,” admitiu.

A mãe olhou nos olhos dela, sem bronca.

“Obrigada por dizeres a verdade.”

Lara sentiu uma coisa estranha: a verdade, mesmo pequenina, tirava um peso.

Mas o bilhete continuava no bolso.

Capítulo 3 — O cartaz que não existia

Em casa, o pai abriu a encomenda na mesa da sala. Era um cabo para o computador. Ele riu:

“Finalmente! Agora isto para de me irritar.”

A mãe fez chá de camomila e sentou Lara no sofá, com uma manta.

“Queres falar do susto?”

Lara mexeu na ponta da manta, enrolando o tecido nos dedos. Ela queria falar, mas a conversa parecia uma porta que, se abrisse, deixaria entrar tudo de uma vez: elevador, bilhete, cartaz, medo.

“Foi só… estranho ficar parada,” disse ela.

A mãe assentiu.

“Às vezes a cabeça inventa filmes. Mas tu fizeste o certo: chamaste ajuda.”

O pai juntou-se a elas.

“E amanhã tens escola cedo, não é? Tens alguma coisa especial?”

Lara sentiu o bilhete no bolso, como se ele tivesse crescido. Ela pensou: “Se eu contar agora, eles vão associar com o elevador e vão achar que eu só dou problemas.”

“Não… nada demais,” respondeu, e a mentira saiu lisa demais.

O pai não insistiu. Só sorriu.

“Então bora jantar. Hoje faço omelete.”

Na hora de dormir, Lara ficou no quarto com o candeeiro aceso. A mochila estava no canto, a espreitar. Ela tirou o bilhete do bolso. Estava amassado nas pontas.

Ela leu outra vez: “Apresentação de Ciências. Trazer cartaz. Assinatura do responsável.”

“Assinatura,” pensou. Era uma palavra grande para um pedaço de papel pequeno.

Ela abriu o caderno e tentou começar o cartaz ali mesmo. Escreveu o título: “O Ciclo da Água”. Desenhou uma nuvem que parecia mais um algodão torto. Procurou imagens no telemóvel e perdeu-se em outra coisa. Quando deu por si, era tarde.

No dia seguinte, Lara foi para a escola com o cartaz… que era só uma folha dobrada com um desenho meio feito. E o bilhete ainda sem assinatura.

Na sala, a professora Cristina chamou um a um. Quando chegou a vez de Lara, ela levantou-se devagar, segurando o papel como se fosse transparente.

“Lara, o teu cartaz?”

Ela mostrou a folha. A sala ficou quieta por um segundo, daquele jeito que parece que todo mundo prende a respiração.

A professora não gritou. Não fez teatro. Só falou baixo, firme:

“Lara, isto não está pronto. Vamos conversar no intervalo.”

O rosto de Lara queimou. Ela sentou-se e pensou: “Eu devia ter dito. Eu devia ter pedido ajuda. Eu devia…”

No intervalo, a professora levou Lara para um canto perto da biblioteca, onde o barulho diminuía.

“Aconteceu alguma coisa em casa? Estás com dificuldades?”

Lara quis dizer “não”. Era mais fácil. Mas lembrou do elevador, da mãe a pedir para respirar, e do “obrigada por dizeres a verdade”.

A boca abriu e fechou. E então ela soltou, meio engasgada:

“Eu… eu tive medo de contar. Eu sabia do cartaz e não fiz. E escondi o bilhete.”

A professora Cristina respirou fundo, como quem segura uma resposta para não assustar.

“Obrigada por me contares. Mentir às vezes parece um escudo, mas vira uma mochila cheia de pedras. O que achas que podes fazer agora?”

“Fazer o cartaz hoje… e contar aos meus pais,” disse Lara, mas a ideia parecia um precipício.

A professora assentiu.

“Eu posso dar-te tempo na biblioteca depois das aulas, para terminares. E podes pedir ajuda a um adulto em casa. Eles podem ficar chateados por um momento, mas a confiança cresce com a verdade.”

Lara mordeu o lábio.

“Tenho medo que fiquem zangados.”

“Diz isso mesmo,” sugeriu a professora. “É uma frase corajosa.”

Lara repetiu por dentro, treinando como se fosse um salto: “Tenho medo que fiquem zangados.”

Capítulo 4 — Biblioteca, tesoura e um plano simples

Depois das aulas, Lara foi para a biblioteca da escola. O ar cheirava a papel e silêncio. A professora Cristina trouxe folhas coloridas, uma tesoura e cola.

“Vamos por partes,” disse ela, com um sorriso pequeno. “O ciclo da água: evaporação, condensação, precipitação. Sabes isto.”

“Sei,” respondeu Lara, aliviada por existir uma sequência. Uma coisa de cada vez.

Ela desenhou gotas de chuva que pareciam estar a dançar. Recortou uma seta enorme que ligava o mar à nuvem. A professora ajudou a escrever frases curtas e claras.

Quando a cola prendeu no dedo, Lara fez careta.

“Pronto, agora eu também estou em estado… pegajoso, brincou.

A professora riu.

“Isso não vem no programa, mas é uma boa observação.”

No fim, o cartaz ficou bonito. Não perfeito como os dos colegas que tinham impresso imagens brilhantes, mas era dela. Dava para perceber o esforço.

“E o bilhete?” perguntou a professora.

Lara tirou o papel amassado da mochila. Parecia um segredo cansado.

“Ainda não mostrei.”

“Hoje,” disse a professora, sem dureza. “Hoje é o dia de tirar a pedra do bolso.”

Lara guardou o cartaz com cuidado. No caminho para casa, o prédio parecia mais alto. As janelas refletiam o sol do fim da tarde.

Ela entrou no elevador e sentiu um arrepio, lembrando do dia em que ficou presa. Apertou o 8. O zumbido começou.

No 5º andar, o elevador deu uma sacudida leve — normal, só um ajuste. Mesmo assim, o coração dela disparou.

“Respira,” lembrou-se. “Inspira… expira…”

Ela olhou para o espelho do elevador. A própria cara parecia dizer: “Não precisa carregar isto sozinha.”

Quando chegou ao 8º, saiu e ficou um segundo parada no corredor. Podia enfiar o bilhete de volta na mochila. Podia esperar. Podia inventar outra desculpa.

Mas o cartaz, ali, na mão, era como uma prova de que ela conseguia enfrentar coisas.

Ela abriu a porta de casa.

Capítulo 5 — “Tenho medo que fiques zangado”

A mãe estava na cozinha, a lavar arroz. O pai falava ao telefone, sentado no sofá.

“Oi,” disse Lara, com a voz mais fina do que queria.

“Oi, filha,” respondeu a mãe. “Já chegaste. Queres lanchar?”

Lara pousou a mochila. O cartaz ficou escondido, mas o bilhete estava na mão, dobrado entre os dedos. Ela sentiu o estômago embrulhar.

O pai desligou o telefone e olhou para ela.

“Tudo bem?”

Lara abriu a boca. O ar pareceu curto. Ela lembrou da professora: “Diz isso mesmo.”

“Pai… mãe… eu preciso dizer uma coisa. Eu tenho medo que tu fiques zangado.”

A frase saiu em português do jeito que ela falava em casa, misturando “tu” e “você” sem perceber, porque quando se está nervosa as regras também tremem.

O pai endireitou a postura, atento.

“Zangado por quê?” perguntou ele, num tom calmo, não de tribunal.

Lara entregou o bilhete.

“A escola mandou isto ontem… e eu escondi. Era sobre um cartaz de Ciências. Eu não fiz no tempo, e ontem eu menti. Hoje eu fiz na biblioteca, mas… eu devia ter contado antes.”

A mãe parou o que estava a fazer e secou as mãos devagar.

“Obrigada por contares,” disse ela.

Lara piscou, surpresa. O pai leu o bilhete e olhou para a assinatura pedida.

“Fiquei preocupado por saber que tu carregaste isso sozinha,” disse ele. “E sim, eu não gosto quando mentem para mim.”

Lara encolheu os ombros, esperando a bronca grande.

Mas o pai continuou:

“Só que eu gosto mais ainda quando a pessoa escolhe corrigir. Isso é coragem.”

A mãe puxou uma cadeira.

“Senta aqui. Conta-me como foi que chegaste a esconder.”

Lara respirou e falou tudo: a preguiça, o medo, a vergonha, o elevador que parou e como, naquele momento, ela percebeu que pedir ajuda não era fraqueza.

O pai escutou sem interromper. Depois, pegou uma caneta.

“Mostra o cartaz.”

Lara trouxe o cartaz da mochila, com cuidado para não amassar. Os olhos da mãe brilharam.

“Ficou muito claro,” disse ela. “Gostei das setas.”

O pai assinou o bilhete e devolveu.

“A consequência aqui,” disse ele, “é que amanhã tu vais apresentar sabendo que podias ter evitado este stress. E hoje, sem telemóvel depois do jantar, para descansares e para a cabeça não fugir do que é importante. Pode ser?”

Lara engoliu. Não era divertido, mas era justo.

“Pode.”

A mãe tocou no ombro dela.

“Da próxima vez, se estiver com medo, diz logo. A gente pode ficar chateada por um minuto, mas a gente não deixa de te amar. E é muito melhor resolver cedo do que esconder.”

Lara sentiu o nó na garganta desfazer-se, como um laço desatado.

“Eu achei que vocês iam gritar.”

“Gritar não ajuda a pensar,” respondeu o pai. “E tu já aprendeste uma coisa difícil hoje.”

Lara soltou um suspiro que parecia mais longo do que ela.

“Então… eu posso colar o bilhete na agenda agora para não perder?”

A mãe riu.

“Olha aí, uma cientista a testar métodos.”

Capítulo 6 — A apresentação e o elevador a funcionar

Na manhã seguinte, Lara entrou no elevador com o cartaz bem firme. O espelho devolveu uma Lara com olheiras leves, mas com um tipo diferente de calma.

No 6º andar, o senhor Rui entrou outra vez, com o mesmo saco de laranjas.

“Hoje vais com um cartaz gigante, hein?”

Lara sorriu de verdade.

“Vou. E desta vez eu não escondi nada.”

O senhor Rui levantou uma sobrancelha, divertido, sem fazer perguntas.

“Então é dia bom.”

Na escola, Lara apresentou. A voz tremeu no começo, mas ela apontou para as setas, explicou a evaporação e, quando falou da chuva, lembrou-se de como o medo também pode cair e depois passar.

A professora Cristina assentiu, orgulhosa. No fim, Lara recebeu um “bom trabalho” que não parecia só sobre o cartaz.

À noite, em casa, depois do jantar e sem telemóvel, Lara ajudou a mãe a arrumar a cozinha. O pai lavou os pratos, cantarolando desafinado.

Lara olhou para os dois e sentiu algo simples e forte: confiança não era um prêmio que se ganhava de uma vez. Era uma ponte. E ela podia reconstruir, tábua por tábua, sempre que fosse necessário.

Antes de dormir, ela deixou o bilhete assinado na mochila, bem à vista, como quem deixa uma luz acesa no corredor.

E pensou, com um alívio quente: dizer a verdade dava medo… mas dava também um lugar seguro para pousar.

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Apresentação de Ciências
Momento em que um aluno mostra e explica um trabalho sobre ciência na escola.
Condensação
Quando o vapor de água no ar esfria e vira gotinhas, formando nuvens ou orvalho.
Evaporação
Processo em que a água vira vapor por causa do calor e sobe para o ar.
Precipitação
Água que cai das nuvens em forma de chuva, neve ou granizo.
Portaria
Lugar na entrada do prédio onde as pessoas controlam quem entra e sai.
Manutenção
Trabalhos para consertar ou cuidar de máquinas e equipamentos.
Consequência
O que acontece depois de uma ação; resultado de um gesto ou escolha.
Preguiça
Falta de vontade de fazer algo, preferir descansar ou adiar tarefas.
Pegajoso
Que gruda nos dedos ou em superfícies, como cola ou algo molhado.
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