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História sobre o dia das mães 7 a 8 anos Leitura 12 min.

O abraço que virou festa

Figo prepara um presente especial para o Dia das Mães e, durante um piquenique na floresta, aprende sobre partilha, solidariedade e o poder dos gestos simples.

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Figo, um pequeno raposo ruivo de olhos redondos e expressão emocionada, segura uma caixinha aberta com um desenho colorido e estrelas de papel sentado no colo da mãe; a mãe raposa de pelo dourado e olhar terno o abraça com as patas e envolve-o com a cauda, todos sentados sobre uma grande manta; Lili, uma gatinha tigrada cinza, observa aliviada e curiosa; três coelhinhos brancos e um texugo castanho estão em círculo trazendo flores e biscoitos junto a um cesto de piquenique aberto; a clareira é uma pradaria iluminada com relva molhada, flores selvagens e um grande guarda-sol colorido ao centro, gotas de chuva finas que brilham e um arco-íris tímido ao fundo; situação: momento íntimo e caloroso de piquenique sob chuva leve enquanto todos olham com ternura para Figo oferecendo o desenho, em cores pastel com toques aquarelados e realces brancos para o brilho da chuva. reportar um problema com esta imagem

Preparativos cheios de cheiros

Figo acordou com o sol beijando a janela da sua toca. Ele espreguiçou as patinhas e sorriu. Hoje era um dia muito especial: o Dia das Mães na floresta. Figo queria que a mamãe raposa sentisse todo o seu amor em cada coisinha que ele preparasse.

"Boa ideia, Figo!" cantarolou a mamãe, que decorava a cozinha com folhas e flores. "O que vamos fazer hoje?"

Figo ficou em silêncio por um segundo, pensando. Depois, como se tivesse encontrado uma ideia cintilante, correu até a prateleira e pegou um caderno, lápis de cor e um lápis de carvão que encontrou escondido. Queria fazer um presente que viesse do coração — algo que só ele poderia dar.

"Vou fazer um retrato de nós dois e escrever uma pequena história sobre os nossos abraços", explicou Figo, já com as orelhas empinadas. "Também quero preparar biscoitos de mel com pétalas de flores."

A mamãe raposa sorriu. "Que lema lindo: mãos que fazem, coração que entrega. Vamos cozinhar juntos."

Enquanto as fornadas enchiam a toca de cheiros doces, Figo desenhava e rabiscava. Ele desenhou a mamãe com olhos brilhantes, o rabo macio como uma nuvem e um grande bolso imaginário cheio de abraços. No fundo do papel, escreveu: "Para quem faz a casa cheirar a mimo, com amor do seu Figo."

Entre uma mistura e outra, a mamãe ajudou Figo a dobrar flores em forma de estrela para decorar o papel. Tudo ficou tão bonito que Figo resolveu colocar o desenho dentro de uma caixinha feita com folhas de carvalho, amarrada com um fio de musgo.

"Está pronto?" perguntou a mamãe, beijando o topo da cabecinha dele.

"Quase. Falta o toque final: um passeio ao ar livre para entregar o presente com um abraço de verdade", respondeu Figo, com os olhos brilhando.

Caminho e pequenas surpresas

Figo enfiou a caixinha na mochila e chamou a mamãe para o passeio. Eles saíram da toca e a floresta os recebeu com um concerto de passarinhos. No caminho, encontraram a Dona Coruja, com óculos grandes, que estava trocando receitas com o Senhor Texugo.

"Para onde vão com esse ar tão feliz?" perguntou Dona Coruja.

"Vamos fazer um piquenique e dar um presente à mamãe!" disse Figo, pulando de alegria. Dona Coruja piscou os olhos e lhes deu um saquinho de frutas secas.

"Levem também isso, meus queridos. Um piquenique fica ainda melhor com um pouco de doçura!", disse ela.

Ao atravessar a ponte de troncos, Figo ouviu um miado baixinho. Era a pequena Lili, a gatinha, sentada com o casaco rasgado e a barriguinha roncando. Figo olhou para a mamãe.

"Podemos compartilhar um biscoito com a Lili?" perguntou ele.

A mamãe sorriu. "Claro. Partilhar torna tudo mais saboroso."

Figo ofereceu um biscoito de mel. Lili sorriu com os olhos fechados e contou que havia se perdido de sua família. Sem pensar duas vezes, Figo pegou a mãozinha de Lili. "Vamos procurar juntos depois do piquenique. A mamãe me ensina a seguir pegadas."

Quando o caminho os levou por uma trilha florida, encontraram três coelhinhos que brincavam de esconde-esconde. Eles ofereceram flores para enfeitar a cesta. Figo colocou uma florzinha no desenho que guardava e sentiu o coração ficar quentinho. A floresta parecia estar toda combinada para tornar aquele dia perfeito.

Piquenique na clareira

Chegaram à clareira — um lugar aberto com uma manta grande, grossa e colorida estendida sobre a relva úmida. O sol fazia pontinhos de ouro nas folhas das árvores. Havia um cheiro de terra e de flores que enchia os pulmões com alegria.

"Que delícia!" exclamou a mamãe raposa quando viu a cesta cheia de coisas. Havia biscoitos, frutas, docinhos, suco de framboesa e o saquinho de Dona Coruja. Figo colocou a caixinha com o presente no centro da manta e todos se sentaram em círculo: mamãe, Figo, Lili, os coelhinhos, Dona Coruja, Senhor Texugo e até alguns pardais curiosos.

Figo sentiu a garganta apertar de emoção. Ele quis falar, mas antes de abrir a boca, a pequena Lili subiu no colo da mamãe raposa e fez uma curvinha com o corpo, como se quisesse agradecer. O gesto foi como um fio que puxou o coração de todos.

"Antes do bolo", disse a mamãe raposa, "temos uma brincadeira. Cada um vai dizer uma coisa que ama na mamãe."

Os coelhinhos pularam: "Eu amo seus contos de estrelas!" Dona Coruja disse: "Adoro como ela escuta com atenção." O Senhor Texugo falou: "Acho que ela tem um riso que faz qualquer sombra dançar." Os pardais cantaram uma canção curta e alegre. Quando foi a vez de Figo, ele respirou fundo.

"Mamãe," disse ele, com a voz tremendo de ternura, "eu amo quando você me enrola na manta e me conta que as nuvens são feitas de algodão doce. Eu amo como seus braços são uma casa macia. E eu trouxe isto para você."

Figo colocou a caixinha sobre as patinhas da mamãe. Ela abriu devagar, como quem abre um segredo. Dentro havia o desenho, as estrelinhas de papel e um bilhete com palavras simples: "Para os seus abraços que fazem o mundo ficar menor e mais doce. Obrigado por tudo. Com amor, Figo."

A mamãe raposa teve os olhos molhados de alegria. "Meu Figo", murmurou ela, "é o melhor presente do mundo."

Nesse momento, nuvens começaram a chegar devagar no céu. Parecia que a floresta estava prestes a derramar uma música de chuva. Os amigos olharam preocupados, porque todos tinham comido muito e não queriam que o piquenique acabasse molhado. Mas a mamãe raposa sorriu e disse: "Não se preocupem, podemos transformar a chuva em parte da festa."

Ela puxou um grande guarda-sol debaixo da cestinha do Senhor Texugo, como se fosse um truque de mágicas, e o colocou no centro da manta. O guarda-sol protegia todos eles. A chuva veio, batucando levemente nas folhas e no tecido, fazendo um som confortável como um tambor de ninar. Em vez de tristeza, o som trouxe uma risada coletiva.

"Vamos dançar na chuva sem molhar o coração", brincou Figo. Todos deram as mãos e pularam dentro do círculo do guarda-sol. A água descia em fios brilhantes ao redor, e cada gota parecia um confete de prata.

Depois de alguns minutos, a chuva passou. Um arco-íris tímido apareceu, penteado por raios de sol. A clareira cheirava a terra lavada e as flores pareciam pintar sorrisos no chão. Lili, agora com a barriga cheia, sussurrou: "Minha mamãe devia estar preocupada. Eu quero encontrá-la."

Figo olhou para a mamãe e perguntou: "Podemos procurar a sua mamãe, Lili?"

"Claro", respondeu a mamãe raposa. "Solidariedade é isso: a gente ajuda quem precisa."

Então, um grupo foi buscar pistas. Dona Coruja voou alto para olhar do céu; o Senhor Texugo cheirou caminhos; os coelhinhos procuraram pegadas no barro; os pardais chamaram em coro. Figo seguiu as pequenas pegadas de pata de gato com cuidado, e logo encontraram a mãe de Lili, chamada Mimi, tremendo próximo a um arbusto.

Mimi correu e envolveu Lili num abraço tão forte que todos sentiram o calor da felicidade. "Obrigada por ajudarem minha filhinha", disse Mimi com a voz embargada. "Eu estava muito preocupada."

"Estamos aqui para isso", respondeu a mamãe raposa, abraçando Mimi com ternura. "A floresta é uma família grande."

O abraço longo

A tarde já ia alta quando todos voltaram à clareira. O sol de fim de tarde fazia tudo brilhar em ouro. Figo sentiu-se cansado, feliz e com o coração um pouco redondinho, como uma bola de lã quentinha.

A mamãe raposa olhou para o seu filhote. Ela estava sentada na manta, com o desenho de Figo nas mãos e um sorriso que parecia um lugar seguro. "Obrigada, meu pequeno. Hoje eu me senti amada de mil maneiras: com biscoitos, com música, com ajuda aos outros e, principalmente, com seu presente."

Figo se aproximou, com os olhos brilhantes. "Eu só quero que saiba que você é a minha casinha — onde eu encontro calma, coragem e chocolate quente imaginário."

A mamãe riu. "Chocolate quente imaginário é o melhor tipo de chocolate."

Sem que ninguém dissesse nada, Figo subiu no colo dela. A mamãe envolveu-o com as patas e com o rabo, fazendo uma concha humana e raposa ao mesmo tempo. O abraço durou e durou. Não era um abraço rápido; era um abraço que se esticava como as horas mais felizes.

Os outros amigos sentaram em volta e ficaram em silêncio respeitoso, como se aquele abraço fosse uma canção que ninguém deveria interromper. O vento passou, acariciando a clareira, e parecia que até as árvores escutavam.

Quando finalmente se separaram, Figo encostou a cabeça no peito da mamãe e sussurrou: "Obrigadinho por ser minha. Prometo cuidar de você quando você precisar."

"Prometer é um laço que a gente dá e recebe", respondeu a mamãe raposa, beijando a testa dele. "E prometo também te ensinar a costurar corações com linhas de riso."

A tarde virou crepúsculo e as lanternas de vaga-lumes começaram a acender, como pequenos pontos brilhantes fazendo uma festa no ar. Um a um, os amigos se despediram, levando consigo lembranças de um piquenique que ficou guardado como um tesouro.

Figo e a mamãe caminharam de volta pela trilha, de mãos dadas, embalados pelo som suave da floresta. A caixinha com o desenho foi colocada num prato sobre a mesinha da cozinha, onde ficaria iluminada como um troféu de carinho.

Antes de entrar na toca, Figo olhou para a mamãe e disse com voz baixinha: "Hoje aprendi que dar de si é o melhor presente. E que juntos, a gente transforma qualquer tempestade em dança."

A mamãe abraçou Figo uma vez mais, forte e comprido. Foi um abraço que não tinha pressa de acabar, um abraço cheio de promessas e de memórias. Quando a porta da toca se fechou, as estrelas começaram a contar histórias no céu. E naquela casa pequena, dois corações de raposa dormiram tranquilos, aquecidos pelo calor de um dia que ensinou o valor de amar, de partilhar e de ficar por perto quando alguém precisa.

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Espreguiçou
Esticar o corpo ao acordar para sentir-se mais solto e confortável.
Cintilante
Que brilha com pequenos pontos de luz, como algo que reluz.
Caixinha
Uma pequena caixa onde se guarda um presente ou objeto importante.
Musgo
Planta verdinha e macia que cresce em pedras e troncos úmidos.
Clareira
Lugar aberto na floresta onde as árvores não cobrem o céu.
Roncando
Som de quem respira alto quando está com fome ou cansado.
Embargada
Voz que treme ou fica presa por emoção, como quando se chora.
Crepúsculo
Momento do dia entre o pôr do sol e a noite, quando escurece.
Vaga-lumes
Insetos que brilham à noite com luz própria e flutuam no ar.
Concha
Forma curva que envolve e protege, como um abraço ou casca.
Arco-íris
Cores no céu em forma de arco, que aparecem depois da chuva.
Guarda-sol
Grande objeto que protege do sol e da chuva durante um piquenique.

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