Parte 1: A praia calma
Nino é um urso fofinho. Nino mora perto do mar. Ele gosta do cheiro do vento. Ele gosta do som das ondas. Hoje Nino tem um plano. Ele quer nadar e olhar o fundo do mar. Ele tem máscara e nadadeiras pequenas. A máscara tem uma alça. A alça está larga. Ela escorrega um pouquinho.
“Eu vou ajustar a alça”, diz Nino. Sua voz é doce. Ele fala devagar. “Com calma. Sem pressa.”
A gaivota Lili pousa na areia. “Oi, Nino”, diz Lili. “Precisa de ajuda?”
“Talvez só um pouquinho”, diz Nino. Ele senta na areia lisa. Ele segura a máscara. Puxa a alça. Solta a alça. Respira. Sorri. Tenta de novo.
O caranguejo Pipo aproxima devagar. “Eu posso segurar para você”, diz Pipo. “Com cuidado.”
“Obrigado”, diz Nino. Ele é gentil. Pipo segura a máscara. Nino mexe no encaixe. Clica para um lado. Clica para o outro. A alça fica melhor. Não aperta. Não solta. Cabe direitinho.
“Pronto?”, pergunta Lili.
“Quase”, diz Nino. “Eu vou testar na água rasa.”
Ele não tem pressa. Ele caminha até a beirinha. A água é morna. O sol é macio. Nino coloca a máscara no rosto. Respira devagar. “Está tudo bem”, ele diz. “Eu consigo.”
Parte 2: Debaixo do mar
Nino entra na água com passos curtos. Ele fica onde dá pé. A água faz cócegas. Peixinhos prateados brilham. Eles passam como estrelinhas. “Olá”, diz Nino. Ele acena com a mão.
A tartaruga Tuta aparece. “Oi, Nino”, diz Tuta. “Que visita boa!”
“Eu vim ver o jardim de corais”, diz Nino. “E ajustar a alça. Quero que fique certinha.”
Uma onda vem. É uma onda gentil. A alça mexe um pouco. Nino para. Respira fundo. “Respira, ajusta, sorri”, diz ele. Ele levanta a máscara só um tiquinho. Aperta o encaixe. Clica. Pronto. Não dói. Está confortável.
“Você é corajoso”, diz Tuta. “Você também pensa com calma.”
“E eu não desisto”, diz Nino. Ele ri baixinho.
Eles nadam devagar. Vêem um cavalo-marinho. Ele está preso em um fio de alga fina. “Está tudo bem”, diz Nino. “Vamos ajudar.” Com dedos gentis, Nino desenrola a alga. Tuta segura o cavalo-marinho. “Livre!”, diz Nino. O cavalo-marinho balança, feliz.
Mais adiante, há uma concha grande. Ela canta baixinho. Plim, plim, plim. “Que canção linda”, diz Nino. Um caracol-do-mar aponta para um coral. O coral tem um espacinho vazio. Nino pensa. “Se a alça da máscara fica bem quando está justa, a concha também precisa ficar firme.” Ele pega uma fitinha de alga solta. Faz um laço simples. “Laço tranquilo”, diz ele. Tuta ajuda a segurar. Nino encaixa a concha no coral. A concha canta mais alto. Plim, plim, plim. Todo mundo sorri.
Parte 3: Volta macia
O céu fica dourado. É hora de voltar. Nino despede com abraços de água. “Obrigado, amigos”, diz ele. “Vocês são gentis.”
“Até logo, Nino”, diz Tuta. “Volte quando quiser.”
Nino caminha para a areia. Lili e Pipo esperam. “Como foi?”, pergunta Lili.
“Foi bonito”, diz Nino. “Eu ajustei a alça. Eu ajudei amigos. Eu fui paciente. Eu fui forte.”
“Que alegria!”, diz Pipo.
Nino lava a máscara com água doce. Ele seca com um pano macio. Ele guarda com cuidado. A alça está certinha. Ele boceja. O mar canta shhh, shhh. O vento faz carinho no pelo.
“Hoje foi um dia de coragem”, diz Nino. “E de gentileza.”
Ele olha o mar mais uma vez. Ele sorri. “Amanhã eu volto. Com calma. Com amigos. Com o coração feliz.” E a noite chega. Quietinha. Quentinha. Tudo em paz. Tudo bem.