No coração do grande continente africano, onde o sol dança nas folhas verdes e o vento canta músicas antigas, vivia uma mulher chamada Mamãe Saba. Mamãe Saba era conhecida por todos como a amiga dos animais e das plantas. Seu sorriso era largo como o rio e sua voz era suave como o algodão.
Um dia, enquanto caminhava pela floresta, Mamãe Saba ouviu um som triste. “Ai, ai, ai”, choramingava alguém. Ela seguiu o som, pisando devagar na terra macia, e encontrou o pequeno macaco Kito debaixo de uma árvore frondosa. Kito segurava o braço, que estava arranhado.
Mamãe Saba se ajoelhou e falou: “O que aconteceu, meu pequeno amigo?”
Kito fungou e respondeu: “Eu caí ao tentar pegar uma banana alta. Agora dói, ai, ai.”
Mamãe Saba sorriu. “Não temas, Kito. A floresta tem muitos remédios. Vamos cuidar disso juntos.”
Ela chamou o sol: “Sol, venha aquecer nosso coração.”
Ela chamou o vento: “Vento, traga o perfume das folhas.”
E, com suas mãos gentis, colheu folhas verdes e frescas.
Enquanto cantava: “Folha que cura, folha que acalma, traga saúde para o braço do Kito.”
Os passarinhos vieram assistir, piando de alegria. O elefante Bongo se aproximou, balançando as orelhas. “Eu posso ajudar?”, perguntou.
Mamãe Saba disse: “Claro, Bongo. Sopre devagar para refrescar o Kito.”
Bongo soprou uma brisa suave, e Kito riu, esquecendo a dor por um instante.
Mamãe Saba colocou a folha sobre o machucado e fez um curativo com tiras de casca de árvore. “Pronto, Kito. Agora é só esperar, como quem espera a chuva boa.”
Kito sorriu. “Obrigado, Mamãe Saba! Você é forte como o baobá.”
Todos os animais sorriram e bateram palmas. A floresta parecia sorrir também.
No caminho para casa, Mamãe Saba disse: “Quando ajudamos, somos muitos. Quando cuidamos, somos família.”
O sol se despediu, pintando tudo de dourado.
Kito pulou, feliz, e gritou: “Vou ajudar também!”
Na floresta de Mamãe Saba, todos sabiam: juntos, tudo fica mais fácil. E assim, com alegria e união, a floresta dormiu tranquila, embalada pela canção suave do vento.