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História de cow-boy 5 a 6 anos Leitura 10 min.

Lua Branca e o laço dos abraços

Lua Branca parte numa jornada para devolver um laço perdido, ajudando pelo caminho uma tartaruga e um coiote e fazendo amizade com Mia enquanto enfrenta os desafios do desfiladeiro.

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Uma jovem cowgirl sorridente e corajosa, olhos grandes, trança castanha, chapéu de couro bege com pena branca, jaqueta curta vermelha e botas empoeiradas, segurando um laço de couro e acariciando a cabeça de um pequeno cavalo loiro com postura protetora; atrás dela, uma menina de cerca de 8 anos de tranças castanhas, vestido azul simples e um ursinho, aliviada e abraçando o laço; na varanda, um senhor de cerca de 70 anos, cabelo grisalho, pele enrugada e óculos redondos, aplaudindo emocionado; perto das botas, um filhote de coiote peludo com a pata levemente enfaixada, curioso; ao fundo, vilarejo do Velho Oeste ao pôr do sol com casas de madeira, prados amarelos, rochas vermelhas e um riacho, céu alaranjado com nuvens rosas; situação de reencontro e cuidado após a devolução de um laço precioso, atmosfera calorosa e acolhedora, composição centrada e cores suaves com contrastes quentes. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — O vento e o laço

Lua Branca acordou cedo. O sol mal tocava o céu e o prado brilhava com gotas de orvalho. Ela puxou o chapéu na cabeça, apertou o lenço no pescoço e assobiou para o cavalo, Estrela. O animal respondeu com um relincho suave. Hoje era dia de trazer de volta um laço esquecido.

Na cidadezinha do Desfiladeiro, o velho Tomas havia perdido o laço que fazia para toda a gente. Era um laço de couro trançado com um nó especial que dava abraços. Lua Branca prometera devolver antes do pôr do sol. Ela era corajosa, mas também gentil. Queria ver o sorriso do velho.

Eles galoparam pela trilha. O vento cheirava a grama seca e a terra quente. As montanhas desenhavam sombras azuis no horizonte. Pássaros cortavam o céu como pequenas setas. Lua Branca sentia os olhos atentos. Sabia que o laço podia ter sido levado pelo rio, pelo vento, ou até por alguém que precisava.

Ao chegarem perto das rochas vermelhas, viram pegadas. Algumas eram grandes; outras, pequenas e leves. Lua Branca abaixou-se e tocou a terra. Encontrou fios do laço agarrados a um cacto. “Ahá”, murmurou. Estrela mexeu as orelhas. Havia um caminho de pegadas que subia pela encosta. Lua Branca apressou o passo. O sol subia mais alto, e o mundo cheirava a aventura.

Capítulo 2 — A tartaruga e o riacho

No meio do caminho, ouviram um som lento e cadenciado: “ploc... ploc...”. Era um riacho. A água corria e cantava. Ao lado da água, uma tartaruga com a carapaça manchada olhava para o laço enrolado em suas patas. O laço estava sujo e encharcado, mas o nó ainda brilhava.

Lua Branca encostou-se no joelho e falou suave: “Olá, amiguinha. Encontraste isto?” A tartaruga abriu os olhos e balançou a cabeça devagar. Não podia devolver o laço porque as patas estavam presas entre as voltas do couro. Lua Branca percebeu que a tartaruga tinha medo de perder o lar do rio. Se o laço puxasse, poderia derrubá-la de volta na lama.

Lua Branca tirou do cinto uma faca pequena e afiada, mas não a usou de imediato. Olhou para o animal com ternura. “Não vou te machucar”, sussurrou. Começou a desfazer os fios com cuidado, dedo a dedo, como se fosse costurar um abraço de volta. Estrela encostou o focinho e respirou, sentindo o cheiro da água. Passarinho pousou no ombro dela, curioso.

A tartaruga recuou com calma. Lua Branca trabalhou lenta, firme e gentil. Demorou minutos que pareceram horas para os olhos atentos. Finalmente, o laço saiu livre. A tartaruga fez um som, como se dissesse obrigada, e mergulhou com um brilho nas costas. Lua Branca segurou o laço e sentiu o peso do compromisso. O couro estava molhado, o nó tinha lama, mas estava inteiro.

Ela pensou: “Talvez alguém o tenha deixado perto do riacho.” Então seguiram a trilha que serpenteava entre pedras e arbustos. Na trilha havia marcas de roda e uma pena presa num arbusto. Lua Branca apanhou a pena. Era branca e macia, como se pertencesse a um corvo grande. Um pássaro negro cantou de cima de uma árvore. As nuvens guardavam um pouco de sombra.

Perto de uma árvore caída, encontraram uma cabana pequena. Havia um cobertor no chão e um chá ainda quente numa caneca. Uma menina pequena, com tranças e olhos redondos, olhava pela janela com medo. Era Mia. Ela segurava um ursinho rasgado e parecia cansada. Lua Branca sentiu o peito apertar. Mia contou, com voz trêmula, que durante a noite seu cavalo fugira e o laço também. Ela tinha tentado alcançar o cavalo e deixou o laço perto do riacho sem perceber.

Lua Branca sorriu. “Não te preocupes, Mia. Trouxe o laço.” Mia correu e abraçou Lua Branca com força. O abraço foi rápido, cheio de alívio. Lua Branca explicou como encontrou o laço e como a tartaruga o ajudara sem querer. Mia ficou corada, mas contente. “Ele é de homem Tomas”, disse Mia. “Ele faz laços que abraçam corações.” Lua Branca sentiu calor no peito. Gostava quando as coisas se juntavam.

Mas o caminho de volta não era fácil. Havia uma colina íngreme e uma tempestade de poeira se formava no vale. O sol começava a descambar para o oeste, pintando o mundo de laranja. Estrela relinchou, como se avisasse: “Vento chega.” Lua Branca amarrou o laço no cinto e escolheu a rota pelo desfiladeiro mais curto. Mia montou no cavalo com firmeza. Juntas, pegaram o rumo da cidade.

No meio da descida, um som estranho: um bebê coiote choramingou preso numa armadilha. Sua patinha tremia. As armadilhas eram perigosas. Lua Branca tirou de novo a pequena faca e olhou a arapuca. Não era feito por caçadores bons; era um pedaço velho de metal e corda. Ela sentiu raiva por isso. Mia também olhou com o rosto fechado. Mas agir era o que importava.

Lua Branca agiu com cuidado. Falou descansadamente ao coiote: “Fica quietinho, vou ajudar.” O bebê tremia, mas a voz deu calma. Lua Branca abriu a mola com cuidado, usando pedras e mãos firmes. O cãozinho sacudiu a poeira e lambeu a mão dela. Mia sorriu e acariciou o pelo macio. Lua Branca sentiu que ajudar os outros era parte da aventura. Não se trata só de buscar um laço. Era sobre cuidar.

Capítulo 3 — O pôr do sol e um novo dia

Ao chegarem à cidade, o céu era um grande fogo dourado. As casinhas de madeira projetavam sombras longas. O velho Tomas estava na varanda, batendo o pé no ritmo de uma canção antiga. Quando viu Lua Branca com o laço, o rosto dele se abriu em felicidade. As rugas pareceram flores. Ele chorou um pouquinho, porque as coisas do coração às vezes fazem isso.

Lua Branca entregou o laço com as mãos firmes. Tomas pegou e rodopiou o couro entre os dedos. “Ah, minha menina, tu devolveste mais do que um laço”, disse ele com voz trêmula. “Trouxeste cuidado.” Mia contou sobre a tartaruga e o coiote. As pessoas da cidade vieram ouvir. Todos aplaudiram como se tivessem ouvido uma história antiga e boa.

Tomas sentou-se e mostrou como o laço fazia abraços. Ele deu uma volta no ar, e o laço cantou um som rítmico como um riso. “Este laço foi feito para unir”, explicou. “Ele lembra-nos que cada coisa tem dono, e que ajudar é um modo de amar.” Lua Branca sorriu. Sentiu-se pequena e gigante ao mesmo tempo.

Ao cair da noite, as estrelas brotaram como faíscas de prata. Lua Branca caminhou até a borda da cidade com Mia e Estrela. O ar estava fresco. Os grilos cantavam. Lua Branca olhou o horizonte onde o céu tocava as montanhas. Havia cansanço, mas também luz. Ela pensou nas pegadas, na tartaruga, no coiote e no velho Tomas. Cada gesto tinha sido uma mão estendida.

Mia encostou a cabeça no ombro dela e sussurrou: “Obrigada.” Lua Branca acariciou as tranças da menina. “Foi bom ajudar,” respondeu. “Quando a gente cuida, o mundo fica mais seguro pra todos.”

Na manhã seguinte, o sol nasceu tímido e doce. O laço pendia no posto de Tomas, brilhando como se guardasse um segredo feliz. As pessoas da cidade riam e falavam sobre a aventura. Lua Branca montou em Estrela e olhou a estrada à frente. Um dia novo começava. Havia novos caminhos, novos amigos, e mais coisas para cuidar.

Antes de ir, Tomas presenteou Lua Branca com uma pequena pena branca — a mesma que encontraram na trilha. “Para lembrar-te,” disse ele, “que a coragem vem quando cuidamos dos outros.” Lua Branca colocou a pena no chapéu. Sentiu o vento no rosto, levando consigo a promessa de voltar sempre que alguém precisasse.

E assim, ao som do galo e do vento, Lua Branca partiu. O sol brilhava com força e o prado cantava. Ela sabia que a aventura continuaria, porque o mundo do Oeste era grande e o coração das pessoas também. Mas naquele dia, ao olhar para trás, viu a cidade iluminada de esperança. As janelas piscavam como olhos contentes.

Lua Branca sorriu. Seguiu o caminho com Estrela, o laço ao cinto e a pena no chapéu. Um novo dia se abria — quente, claro e cheio de promessas. E em cada passo, ela guardou a lição: coragem é ajudar, inteligência é pensar com calma, e resiliência é continuar mesmo quando o vento empurra. Assim, o Oeste tornou-se um lugar mais amigo, um laço por vez.

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Orvalho
Gotas de água que ficam na relva de manhã cedo
Relincho
Som alto que um cavalo faz com a garganta
Trilha
Caminho estreito por onde se anda a pé ou a cavalo
Desfiladeiro
Vale estreito entre montanhas com paredes altas
Trançado
Feito com fios ou tiras entrelaçados, como uma trança
Carapaça
Casco duro que protege o corpo de alguns animais
Riacho
Pequeno curso de água que corre pela terra
Encharcado
Muito molhado, cheio de água
Armadilha
Objeto feito para prender um animal sem querer
Mola
Peça de metal que aperta e solta, como numa armadilha
Pegadas
Marcas deixadas no chão pelos pés ou patas
Resiliência
Força para continuar e levantar depois de um problema

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