Carregando...
História de criatura fantástica 5 a 6 anos Leitura 7 min.

Liri e a tempestade que aprendeu a rir

Liri, uma fada do gelo, retorna ao seu vilarejo e usa criatividade e canções para acalmar uma tempestade mágica que perturba o vale. Ela reúne crianças e moradores em torno de histórias e brincadeiras, buscando curar o medo com imaginação.

Baixar esta história em PDF

Ideal para compartilhar ou imprimir esta história!

Baixar o e-book (.epub)

Leia esta história no seu leitor de e-books.

A fada Liri, pequena fada do frio de rosto redondo, olhos brilhantes e cabelos brancos como neve em mechas finas, com asas translúcidas de cristal, sorri serena e soprando uma bolha dourada de riso ao céu enquanto segura um pequeno livro branco aberto que emite desenhos luminosos; à esquerda, uma menina de cerca de 7 anos de bochechas rubras e gorro vermelho olha maravilhada e bate palmas, à direita um cão de neve fofo e branco pula emitindo pequenas notas musicais visíveis como traços coloridos, e ao fundo uma senhora da aldeia de cerca de 70 anos com cachecol azul está junto a uma casa de gelo sorrindo e pousando a mão no coração; a cena passa-se num vilarejo nevado ao crepúsculo — casas de gelo de telhados arredondados, árvores cobertas de geada, um rio prateado parcialmente congelado que reflete guirlandas de luz e nuvens fofas — enquanto Liri acalma uma tempestade mágica: nuvens se arredondam e sorriem, relâmpagos se transformam em notas coloridas, flocos caem como confetes, criando uma atmosfera calorosa e luminosa apesar da neve. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — O Regresso da Fada

Na ponta do vento, uma luz pequena cintilava. Era Liri, a fada do gelo, que voltava de um exílio longe. Seus cabelos eram fios de neve. Suas asas pareciam folhas de cristal. Ela andava devagar para não quebrar o silêncio branco.

O reino era de neve e rios presos. As árvores usavam mantos de geada. As casas tinham chaminés que soltavam fumaça prata. Mas algo andava errado. Um trovão de estrelas rolava no céu. As nuvens cantavam alto, confusas. O vento empurrava os flocos num baile selvagem.

Liri respirou fundo. "Olá, casa antiga", sussurrou. Sua voz era como sino de gelo. As portas do vilarejo abriram como se lembrassem dela. Crianças com luvas vermelhas espiaram. Um cachorro de neve abanou a cauda que fazia som de sino.

— Liri! — gritou uma menina. — Você voltou!

Liri sorriu. Tinha saudade do cheiro de chocolate quente e dos livros na biblioteca de gelo. Mas sabia da missão. Ela precisava acalmar a tempestade mágica. E precisava provar que o exílio lhe ensinara coisas novas.

Capítulo 2 — O Coração da Tempestade

No centro do vale, o rio estava preso por uma capa de cristal. O gelo cantava quando o vento passava. No céu, as nuvens rodopiavam e soltavam faíscas coloridas. A tempestade não queria descansar. Parecia triste, como se tivesse perdido algo.

Liri caminhou até o rio. Tocou a água que dormia. "Bom dia, amigo", disse ela. A água tremia. Uma voz baixa respondeu do gelo:

— Estou preso. Sinto falta de ouvir risos.

Liri pensou. Lembrava-se dos dias em que costurava canções no tecido do vento. Liri era criativa. Tinha guardado no bolso um pedaço de céu, um pedaço de riso e um punhado de poemas.

— Posso ajudar? — perguntou com cuidado.

— Mostre-me luz — murmurou o gelo.

Liri tirou do bolso o pedaço de riso. Ele era uma bolha dourada que cantava "tra-lá". Liri soprou. O riso subiu como fumaça e tocou o gelo. O gelo sorriu com uma rachadura pequena. Uma nota musical fugiu e foi para a tempestade.

— Mais — disse a tempestade, rouca e curiosa.

Liri então fez algo novo. Pegou um livro vazio que trouxera do exílio. Abriu as páginas em branco ao vento. "Cada vez que conto uma história, desenho com palavra", explicou. Com sua varinha, ela desenhou no ar pequenas imagens: um cão de neve que fazia piruetas, uma vassoura que varria as nuvens, um pássaro que guardava cartas. As imagens dançaram até as nuvens e ensinaram ritmos gentis.

As nuvens, que antes eram rabugentas, começaram a rir. Seus trovões viraram batidas de tambor para uma canção. As faíscas coloridas transformaram-se em luzes de festa. O vento dançava mais leve. O gelo no rio abriu uma fresta e cantou uma nota clara.

— Está funcionando! — exclamou Liri, os olhos brilhando.

Mas a tempestade ainda segurava uma sombra pequena. Era medo antigo. Um trovão mais forte sacudiu uma casinha no alto da colina. Trigos de cristais caíram como chuva de purpurina.

— Calma! — disse a fada com voz firme e doce. — Vamos brincar juntos.

Ela lembrou das brincadeiras que inventara no exílio: construir pontes de sopro, pintar nuvens com sal de lua, assobiar com conchas de gelo. Com riso e cuidado, Liri convidou a tempestade a participar. A tempestade hesitou, e depois soprou uma nuvem macia. Liri a tocou como se fosse uma pena. O trovão ficou pequeno como um bater de pandeiro.

Capítulo 3 — O Retorno e a Festa

Aos poucos, o reino respirou. As crianças voltaram a correr. O cão de neve latia notas musicais. As janelas brilharam com desenhos que o vento desenhava. O rio abriu um caminho prateado e deixou a água cantar de novo. A tempestade abriu o peito e soltou uma chuva fina de luzes. Era como se o céu pedisse desculpas e oferecesse presente.

Uma senhora da aldeia, com cachecol azul, aproximou-se e segurou a mão de Liri.

— Obrigada — disse ela, com voz doce. — Você trouxe música de novo.

Liri corou, como se seu rosto virasse floco de neve. — Eu aprendi que inventar coisas ajuda a curar o medo — respondeu. — Quando fazemos juntos, tudo fica mais leve.

Houve uma festa que a neve aplaudiu. Crianças fizeram bonecos que piscavam. Um velho sapateiro cantou uma canção sobre botas que iam até a lua. Liri mostrou o livro vazio para todos. Cada pessoa desenhou ali um desejo em palavras ou rabiscos. A cada desenho, o brilho aumentava. O exílio de Liri tinha ensinado a transformar lembranças em ideias. Agora o livro estava cheio de cores.

Antes de dormir, Liri caminhou até a beira do rio. O reflexo das estrelas beijava a água. O rio sussurrou:

— Volte quando quiser.

— Voltarei — disse Liri. — Sempre que a imaginação chamar, estarei aqui.

Ela fechou os olhos. Pensou nas nuvens como almofadas e nas crianças como pequenas lanternas. Sentiu-se inteira. O reino de neve era seu lar de novo. A tempestade virou amiga tonta que às vezes toca um tambor alto, mas agora sabe dançar em silêncio quando é preciso.

As luzes se apagarão devagar. Um vento leve cobriu a vila com um cobertor de paz. Liri, a fada criativa, pousou numa fenda de gelo, onde guardava sonhos. Sorriu. No seu bolso, um pedaço de riso ainda brilhava. Ela adormeceu sabendo que criar era um jeito de cuidar do mundo.

E assim a noite cantou. O céu ficou macio. E no reino de rios presos e flocos cantores, a criatividade cresceu como árvore de luz.

Sem publicidade 3 € por mês

Deseja uma leitura sem interrupções? Apoie Oh My Tales, remova todos os anúncios e aproveite outras vantagens incluídas a partir de 3€ por mês.

Veja os planos e tarifas
Compartilhar

reportar um problema com esta história

O que você achou desta história?

Dê sua opinião atribuindo uma nota a esta história com base no que você e/ou seu filho acharam. Obrigado antecipadamente!

Obrigado! Sua nota foi levada em conta!

O quiz: você entendeu bem a história?

Exílio
Quando alguém fica longe de casa por muito tempo, sem poder voltar.
Cintilava
Brilhava pouco, com luzes pequenas que piscam no escuro.
Geada
Camada fina de gelo que aparece nas plantas e no chão pela manhã.
Chaminés
Tubos nas casas por onde sai a fumaça do fogo ou do fogão.
Trovão
Som forte e barulhento que vem no céu durante uma tempestade.
Tempestade
Quando o céu fica revoltado com vento, chuva ou trovões.
Punhado
A quantidade que cabe na mão fechada, como um pouco de coisas.
Poemas
Textos curtos que rimam ou falam de sentimentos e imagens.
Fenda
Rachadura ou abertura estreita numa superfície, como no gelo.
Reflexo
Imagem que aparece na água ou num espelho quando olha-se lá.
Sussurrou
Falou bem baixinho, quase sem fazer barulho.
Rouca
Quando a voz fica grave e áspera, e a pessoa fala com esforço.
Rabugentas
Pessoas ou coisas que estão zangadas, mal-humoradas e resmungam.
Piruetas
Giros rápidos que alguém faz quando dança ou brinca.
Cachecol
Peça de tecido que se usa no pescoço para aquecer.

Crie uma história mágica e única para o seu filho!

Crie em poucos minutos uma aventura personalizada onde seu filho se torna o herói. Com nossa ferramenta exclusiva, é fácil, gratuito e divertido!

Criar uma história

Baixe esta história:

Baixar esta história em PDF Baixar o e-book (.epub)

A ler em seguida em Histórias de criaturas fantásticas para 5 a 6 anos

Receba novas histórias todos os domingos à noite!

Receba 7 histórias emocionantes e cativantes, adaptadas à idade e aos gostos do seu filho, todo domingo às 17h*. É grátis e garantido sem spam!
*E-mail enviado às 16h00, hora de Lisboa.
Nós também não gostamos de spam. Assim, nós só lhe enviaremos histórias. Você poderá se descadastrar quando desejar.