Carregando...
Conto nórdico e viking 9 a 10 anos Leitura 6 min.

Astrid e o fogo da trégua

Astrid, uma jovem de Skjold, decide buscar a paz entre sua aldeia e Vargheim, enfrentando desconfianças e viajando até a aldeia rival; com a ajuda de Eirik, tenta convencer os líderes a aceitarem uma trégua.

Baixar esta história em PDF

Ideal para compartilhar ou imprimir esta história!

Baixar o e-book (.epub)

Leia esta história no seu leitor de e-books.

Astrid, jovem (≈18–20), rosto redondo iluminado, olhar resoluto e caloroso, cabelos loiros trançados embaraçados pelo vento, agachada junto ao fogo acendendo uma brasa com um pederneira, mãos levemente avermelhadas pelo frio; Eirik, jovem (≈20–25), magro, cabelo castanho bagunçado, expressão desconfiada agora serena, atrás dela com a mão no ombro em apoio; Ulf, chefe idoso de Skjold (≈60), barba grisalha trançada, manto de pele escura, observa emocionado com as mãos num cajado; alguns aldeões de ambos os clãs em semicírculo ao fundo, roupas de lã e couro, alguns com tochas apagadas; local: vale nevado entre duas aldeias de madeira, pinheiros e montanhas ao longe, crepúsculo violeta-rosa; cena: grande fogo de trégua crepitante no centro, chamas quentes projetando sombras, fumaça subindo, atmosfera de reconciliação e esperança; estilo: gouache com traços suaves, pinceladas visíveis, cores frias para a neve e quentes para o fogo, composição centrada em Astrid e no fogo, atmosfera íntima e heróica. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 – O Sopro do Norte

Na aldeia de Skjold, onde o vento canta como um velho trovador e os pinheiros se curvam perante a neve, vivia Astrid, uma jovem de olhos claros como o gelo e coração quente como um fogo bem aceso. Astrid era filha de um pescador, mas tinha a alma de uma navegadora. Enquanto outros sonhavam com escudos e batalhas, ela nutria um desejo diferente: queria assinar uma trégua entre sua aldeia e os vizinhos de Vargheim, com quem guerreavam há gerações.

Astrid guardava esse sonho como um segredo precioso, como quem esconde um pequeno sol no bolso. Sabia que muitos preferiam o rugido das espadas ao silêncio da paz, mas, toda noite, quando as estrelas dançavam no céu, ela fechava os olhos e imaginava um mundo onde ninguém precisasse temer a próxima aurora.

Capítulo 2 – O Lobo e o Corvo

Certa manhã, enquanto recolhia lenha na floresta, Astrid ouviu passos leves como o cair da neve. Atrás de um tronco tombado, encontrou um jovem de Vargheim, coberto de lama e medo. Trazia uma ferida no braço e um olhar perdido. Era Eirik, conhecido pelos da sua aldeia como um lobo solitário.

Astrid, sem hesitar, rasgou um pedaço de sua túnica e cuidou do ferimento. Eirik olhou para ela, desconfiado, mas aceitou a ajuda. “Por que me ajudas, se sou teu inimigo?” perguntou, a voz rouca como tronco seco. Astrid sorriu, com a calma dos lagos. “Às vezes, o corvo e o lobo precisam partilhar o mesmo galho para sobreviver ao inverno.”

Ali, no silêncio da floresta, nasceu uma faísca de confiança.

Capítulo 3 – O Desafio do Fogo

De volta à aldeia, Astrid soube que os guerreiros de Skjold planejavam atacar Vargheim ao cair da noite. O medo apertou seu peito como uma mão fria. Decidiu agir: procurou o conselho dos anciãos, reunidos em volta do fogo, e falou com a voz firme do trovão.

“Por que derramar sangue de novo? O gelo já enterrou muitos dos nossos. E se tentássemos a trégua, antes do combate?” Alguns riram, outros olharam o fogo em silêncio. O chefe, Ulf, de barba trançada e olhos de tempestade, respondeu: “A paz exige coragem maior do que a guerra. Se queres trégua, deves ir até Vargheim antes da aurora, sozinha, e trazer a palavra deles.”

Astrid aceitou o desafio. A lealdade à sua aldeia era tão profunda quanto as raízes dos carvalhos, e ela sabia que, por vezes, a coragem é como um rio: segue caminhos inesperados.

Capítulo 4 – O Caminho Gelado

Com a lua como guia e o vento como companhia, Astrid atravessou florestas e campos, sentindo o gelo morder seus dedos. Em cada passo, lembrava-se do olhar de Eirik, da esperança escondida nos olhos do lobo. Chegando a Vargheim, foi recebida com desconfiança, mas Eirik apareceu e falou em seu favor.

No salão, diante dos líderes de Vargheim, Astrid contou sobre o desejo de paz. Usou palavras simples, mas fortes, como troncos lançados ao rio para formar uma ponte. “A lealdade não é só à nossa aldeia, mas também à esperança de um futuro melhor.” Os anciãos ouviram suas palavras como quem escuta o vento antes da tempestade: com respeito e temor.

Depois de muito debate, aceitaram reunir-se com os líderes de Skjold, sob a promessa de Astrid: ninguém levantaria uma espada até que o fogo da trégua fosse aceso.

Capítulo 5 – O Fogo da Trégua

No vale entre as duas aldeias, Astrid e Eirik acenderam juntos uma grande fogueira. As chamas dançavam como sonhos antigos, iluminando rostos que, até então, só se viam através de fendas nos escudos. Guerreiros e anciãos de ambos os lados se aproximaram, sentindo o calor do fogo e das palavras de Astrid.

“Hoje, deixamos queimar o medo e o rancor. Que o fogo leve consigo as velhas feridas.” Assim falou Astrid, e todos ouviram, pois até o vento parecia ter parado para escutar.

As conversas começaram tímidas, como riachos descongelando na primavera, mas logo cresceram em vozes e risos. O fogo, antes símbolo de destruição, tornou-se sinal de esperança.

Quando a noite avançou e as chamas ficaram brandas, Astrid percebeu que, pela primeira vez em muitos invernos, o silêncio não era ameaça, mas promessa. O fogo, agora apenas brasa suave, aquecia corações antigos e novos.

No regresso à aldeia, Astrid sentiu-se leve como a neblina que dança sobre o lago ao amanhecer. Sabia que a verdadeira lealdade é aquela que constrói pontes, não muralhas. E assim, sob a bênção das estrelas, a jovem viking fez do seu sonho um legado: em Skjold e Vargheim, a lealdade passou a ser contada como a história de Astrid, a que ousou acalmar o fogo.

Sem publicidade 3 € por mês

Deseja uma leitura sem interrupções? Apoie Oh My Tales, remova todos os anúncios e aproveite outras vantagens incluídas a partir de 3€ por mês.

Veja os planos e tarifas
Compartilhar

reportar um problema com esta história

O que você achou desta história?

Dê sua opinião atribuindo uma nota a esta história com base no que você e/ou seu filho acharam. Obrigado antecipadamente!

Obrigado! Sua nota foi levada em conta!

O quiz: você entendeu bem a história?

Trovador
Pessoa que canta e conta histórias para outras pessoas, como um cantor viajante.
Pinheiros
Árvores com folhas em forma de agulha, que vivem em lugares frios.
Trégua
Pausa na luta ou na guerra para descansar ou conversar em paz.
Navegadora
Mulher que sabe dirigir barcos e viajar pelo mar.
Faísca
Pequeno brilho de fogo que pode começar uma chama maior.
Desconfiança
Sentimento de não acreditar totalmente em alguém ou em algo.
Ferimento
Machucado no corpo que pode doer e precisar de cuidado.
Túnica
Peça de roupa longa e simples que se veste sobre o corpo.
Lealdade
Ficar junto e ser fiel às pessoas de quem gostamos.
Carvalhos
Árvores grandes e fortes com madeira dura e raízes profundas.
Aurora
Momento em que o dia começa e o céu fica claro antes do sol nascer.
Brasa
Pedaço de carvão ou madeira muito quente que ainda brilha e aquece.

Crie uma história mágica e única para o seu filho!

Crie em poucos minutos uma aventura personalizada onde seu filho se torna o herói. Com nossa ferramenta exclusiva, é fácil, gratuito e divertido!

Criar uma história

Baixe esta história:

Baixar esta história em PDF Baixar o e-book (.epub)

A ler em seguida em Contos nórdicos e vikings para 9 a 10 anos

Receba novas histórias todos os domingos à noite!

Receba 7 histórias emocionantes e cativantes, adaptadas à idade e aos gostos do seu filho, todo domingo às 17h*. É grátis e garantido sem spam!
*E-mail enviado às 16h00, hora de Lisboa.
Nós também não gostamos de spam. Assim, nós só lhe enviaremos histórias. Você poderá se descadastrar quando desejar.