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História do Dia dos Namorados 7 a 8 anos Leitura 8 min.

As estrelas da amizade de Lilo

Lilo decide fazer estrelas de papel para surpreender os amigos no Dia de São Valentim e, com a ajuda de Lola e Tico, vive pequenas aventuras enquanto aprende sobre carinho e aceitação.

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Lilo, pequena raposa chibi de pelagem dourada, olhos castanhos grandes e sorriso terno, segura um cesto de estrelas de papel coloridas; à esquerda Lola, coelhinha branca com manchas rosas e laço rosa, oferece uma estrela azul; à direita Tico, esquilo ruivo travesso, sentado num toco, segura uma estrela torta e ri; acima, Duda, coruja cinza arredondada, empoleirada numa baixa brancha, recebe uma estrela brilhante; clareira matinal com relva orvalhada, flores silvestres, riacho cintilante e ponte de madeira, luz dourada, cena de amizade e gestos carinhosos em estilo chibi kawaii, paleta pastel e textura de papel nas estrelas. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: A ideia brilhante de Lilo

O sol já tinha acordado há pouco tempo e a floresta estava cheia de risadinhas e perfumes de flores frescas. Lilo, a raposa de pelo dourado e olhos atentos, caminhava junto ao riacho, ouvindo o barulho suave da água corrente. Ela gostava de estar sempre de olho em tudo, mas naquele dia algo especial estava no ar. Era Dia de São Valentim!

Lilo adorava essa data. Não porque ganhava doces—embora não dissesse não a um biscoito de morango—mas porque era a festa da amizade e do carinho. Ela amava fazer surpresas para os amigos.

“Este ano vou fazer algo diferente. Nada de bilhetes cor-de-rosa ou desenhos de corações! Hmm…” murmurou Lilo, sentando-se na relva para pensar.

Enquanto olhava para as nuvens que passavam, uma folha de papel caiu do galho de uma árvore. “Hum… dobrar papéis… é isso!” exclamou Lilo. “Vou fazer estrelas de papel para os meus amigos!”

Ela correu à toca e começou a separar folhas coloridas: azul, amarelo, verde, até roxo às pintinhas. “Tudo pronto para uma noite brilhante,” disse com ar animado, começando a dobrar a primeira estrela. Mas, claro, dobrar não era tão fácil como parecia.

“Oh-ó!” reclamou ao ver a primeira estrela toda amassada. “Isto mais parece um pãozinho do que uma estrela!” Mas Lilo não desistiu. Respirou fundo e sorriu. “Ninguém nasce sabendo, não é? Vou tentar outra vez!”

Capítulo 2: A grande dobradura e uma visita inesperada

A tarde foi passando enquanto Lilo dobrava e desdobrava, concentrada e com a língua de fora. Algumas estrelas saíam tortas, outras ficavam pequeninas, e uma até parecia um chapéu engraçado.

De repente, ouviu uma voz amiga: “O que estás a fazer, Lilo?” Era Lola, a coelha saltitante, que cheirava a flores silvestres.

“Estou a tentar fazer estrelas de papel para oferecer no Dia de São Valentim!” explicou Lilo, mostrando o resultado.

“Que ideia brilhante! Eu adoro estrelas!” exclamou Lola, pegando delicadamente numa delas. “Esta parece um ninho pequenino!”

As duas riram juntas. Lilo explicou: “Quero dar uma estrela a cada amigo. Cada dobrinha é um abraço e cada ponta, um sorriso.”

Lola ficou encantada. “Posso ajudar a dobrar?”

“Claro que sim! Assim, fazemos uma montanha de estrelas!” respondeu Lilo com alegria.

Logo, a toca da raposa ficou cheia de risos, folhas espalhadas e estrelas coloridas.

“Esta vai para o Hugo, porque ele brilha quando conta histórias assustadoras!” riu Lola.

“E esta, para a Duda, porque ela é redondinha como a lua,” disse Lilo, apontando uma estrela gordinha.

Quando menos esperavam, ouviu-se um bater suave na porta. “Posso entrar?” era o Tico, o esquilo mais rápido da floresta.

“Claro, Tico! Vem ajudar!” disseram as duas em coro. Tico era desastrado, mas não julgava ninguém — e ninguém o julgava.

“Haha, as minhas estrelas ficam todas com três pontas!” disse o esquilo, rindo de si mesmo.

“Não faz mal, Tico. As estrelas são mais bonitas quando são diferentes,” garantiu Lilo.

Capítulo 3: Preparativos e surpresas

Quando a noite caiu e a lua apareceu, a toca já estava repleta de estrelas de todas as cores e tamanhos. As risadas misturavam-se aos sons da floresta.

“Fizemos tantas estrelas! Vamos entregar amanhã cedo, para surpreender toda a gente!” disse Lilo, animada.

“E quem vai receber a estrela mais engraçada?” perguntou Lola, apontando para uma estrela enorme, torta e cheia de colas brilhantes.

“Boa pergunta! Talvez o senhor Castor, que gosta de coisas fora do comum!” sugeriu Tico.

Enquanto decidiam, Lilo olhou para todos e sentiu o coração quentinho. “Sabem, eu adoro o Dia de São Valentim. Não porque damos presentes, mas porque é um dia em que lembramos que todos somos importantes.”

“Mesmo quando as estrelas ficam tortas!” riu-se Tico.

“Principalmente nessas alturas!” garantiu Lola, piscando um olho.

Lilo foi buscar uma fita vermelha para juntar as estrelas e preparou um cesto. “Amanhã será um dia brilhante!” suspirou, satisfeita.

Antes de dormir, Lilo pegou numa estrela pequenina, quase perfeita, e colocou-a debaixo do próprio travesseiro. “Esta é para mim, para lembrar que mereço carinho também,” sussurrou antes de adormecer com um sorriso no rosto.

Capítulo 4: A entrega das estrelas

O sol nasceu com vontade de iluminar a floresta e os amigos estavam prontos para a missão das estrelas.

Lilo, Lola e Tico caminhavam juntos, com o cesto cheio a balançar. Ao chegarem ao riacho, viram Duda, a coruja, empoleirada no seu ramo.

“Bom dia, Duda! Feliz Dia de São Valentim!” disseram todos, entregando-lhe uma estrela azul brilhante.

“Oh! Que surpresa bonita! Nunca vi uma estrela assim. Obrigada! Já sei onde vou pendurá-la: bem ao lado da janela, para sonhar acordada!” respondeu Duda, emocionada.

Enquanto continuavam, distribuíram estrelas ao senhor Castor, ao Hugo, ao pato João e até ao grupo dos esquilos pequenos. Cada animal recebia a sua estrela com um sorriso e uma gargalhada.

“Lilo, esta estrela tem uma ponta a mais!” reparou João.

“É uma estrela especial, como tu!” respondeu Lilo, piscando-lhe o olho.

“Sabem, acho que nunca ninguém me ofereceu uma estrela antes,” confessou Hugo, segurando a dele com cuidado.

“As estrelas são para todos. Não interessa se são grandes ou pequenas, simétricas ou malucas!” disse Lilo, abrindo os braços. “O importante é o carinho que cabe em cada uma!”

No fim, até a velha corça, sempre tão tímida, recebeu uma estrela verde. Sorriu de leve e agradeceu. “Às vezes penso que ninguém repara em mim, mas hoje senti-me especial,” disse baixinho.

Capítulo 5: Uma noite brilhante

Ao regressar à toca, Lilo, Lola e Tico deitaram-se debaixo das árvores, olhando as estrelas verdadeiras no céu.

“Foi o melhor Dia de São Valentim de sempre!” exclamou Lola, envolvendo-os num abraço fofinho.

“Sabem, aprendi uma coisa importante,” disse Tico. “Cada estrela tem o seu brilho, mesmo que seja diferente.”

“E cada amigo merece um gesto de carinho, sem julgamentos,” completou Lilo, sorrindo.

A lua iluminava as estrelas de papel espalhadas pela clareira. Cada uma brilhava de um jeito especial, refletindo o amor e amizade daquela floresta.

No silêncio aconchegante da noite, só se ouvia o bater dos corações felizes.

E assim, no cantinho especial da floresta, Lilo percebeu: às vezes, um gesto simples pode iluminar o mundo de alguém. E, enquanto houvesse amizade, todas as noites seriam sempre brilhantes, não importa quantas pontas tivesse cada estrela.

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Floresta
Lugar com muitas árvores onde vivem animais e plantas.
Perfumes
Cheiros agradáveis das flores ou de outras coisas.
Atento
Quando se está a olhar ou a ouvir com cuidado.
Corrente
Água que se move devagar, como num ribeiro.
Surpresa
Algo que acontece sem avisar e causa espanto ou alegria.
Dobrar
Fazer virar uma parte do papel para formar uma nova forma.
Amassada
Quando algo ficou todo apertado e com rugas, sem ficar liso.
Concentrada
Quando se presta muita atenção numa tarefa.
Desastrado
Pessoa que faz coisas sem jeito e tropeça ou derruba coisas.
Aconchegante
Algo que faz sentir calor, conforto e segurança.
Travesseiro
Almofada onde se apoia a cabeça para dormir.
Emocionada
Sentir um sentimento forte, como alegria ou ternura.
Simétricas
Quando as duas partes de algo são iguais ou parecidas.
Confessou
Dizer algo que se estava a pensar ou a guardar dentro.

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