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História sobre o outono 9 a 10 anos Leitura 9 min.

amigos e os segredos do outono

Quatro amigos, Tiago, Lucas, Diogo e Tomás, exploram uma floresta dourada no outono, descobrindo segredos da natureza e criando memórias através de uma caça ao tesouro e um piquenique especial. Juntos, aprendem que cada estação traz mudanças e novas aventuras a serem celebradas.

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Há 4 crianças: Tiago, um menino de 10 anos com cabelos castanhos bagunçados e olhos brilhantes, está no centro, sorrindo e segurando uma folha vermelha. Lucas, também de 10 anos, tem cabelos loiros e óculos redondos, está agachado à esquerda, examinando um punhado de folhas. Diogo, com cabelos negros e óculos, usa um moletom azul e calças bege, está à direita, observando anéis vermelhos em um arbusto. Tomás, em uma cadeira de rodas, com cabelos castanhos e um grande sorriso, veste uma camiseta amarela e um short, segurando um livro ilustrado sobre animais da floresta. O cenário é uma floresta de outono, com árvores majestosas e folhas vibrantes em tons de vermelho, laranja e amarelo, criando um contraste colorido no chão coberto de folhas secas. A cena mostra as crianças explorando e reunidas em uma mesa improvisada feita de troncos, onde exibem seus tesouros de outono: folhas coloridas, bolotas e pequenas pedras, rindo e compartilhando a alegria do outono. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: A Floresta Dourada

O Tiago acordou cedo naquela manhã de sábado, sentindo uma brisa fresca entrar pela janela do quarto. Olhou para fora e viu as folhas das árvores a dançarem no vento, já tingidas de tons laranja, amarelo e vermelho. Era outono, a sua estação preferida.

Depois de tomar o pequeno-almoço apressadamente, Tiago pegou no telemóvel e enviou uma mensagem aos amigos: “Encontro às 9h na entrada da floresta! Vamos descobrir os segredos do outono!” Em poucos minutos, recebeu as respostas entusiasmadas do Lucas, do Diogo e do Tomás.

Os quatro rapazes tinham dez anos e adoravam aventuras. O Lucas estava sempre a rir, o Diogo era o mais calmo e observador, e o Tomás, que usava cadeira de rodas, era o mais criativo do grupo. Juntos, eram imparáveis.

Às nove horas em ponto, encontraram-se junto ao velho portão de madeira que marcava o início do trilho da floresta. O chão estava coberto de folhas secas que faziam “crunch” debaixo dos pés (e das rodas do Tomás).

— Olhem só para isto! — exclamou o Lucas, atirando um punhado de folhas ao ar.

— Parece que estamos num mar de cores! — disse o Diogo, sorrindo.

O Tomás, com as mãos nos aros da cadeira, olhou para cima e admirou as árvores altas e coloridas.

— Sabiam que as folhas mudam de cor porque deixam de produzir clorofila? — explicou ele, mostrando um livro ilustrado que trazia no colo. — É por isso que vemos estes tons maravilhosos no outono.

Tiago piscou o olho.

— O Tomás sabe sempre tudo! Mas vamos lá explorar, antes que o frio aperte!

E assim, o grupo avançou pelo trilho, prontos para descobrir tudo o que o outono tinha para oferecer.

Capítulo 2: O Mistério das Pegadas

Caminhar pela floresta naquela manhã era mágico. O ar cheirava a terra molhada e a folhas caídas. O sol espreitava por entre os ramos, criando manchas douradas no chão.

— Acham que vamos encontrar algum animal hoje? — perguntou o Lucas, agachando-se para examinar uma pinha.

— Talvez um esquilo! Eles andam a recolher comida para o inverno — respondeu o Diogo.

De repente, o Tiago parou e apontou para o chão.

— Vejam isto! Pegadas!

Todos se aproximaram para ver. Havia marcas pequenas e redondas, ladeadas por outras maiores.

— Devem ser de um cão, ou talvez uma raposa! — arriscou o Lucas.

— Esperem! — disse o Tomás, folheando rapidamente o seu livro. — Acho que são de um texugo. Eles têm patas largas e deixam estas marcas.

O Diogo observou atentamente.

— E há aqui folhas mordidas… talvez ele tenha estado a procurar castanhas ou bolotas.

— Que tal seguirmos as pegadas? — sugeriu Tiago, já entusiasmado.

O grupo seguiu o rasto, desviando galhos e saltando poças. O Tomás manobrava a cadeira com destreza, e os amigos ajudavam quando o caminho ficava mais difícil. Juntos, eram uma equipa.

As pegadas levaram-nos até um pequeno buraco junto a um carvalho antigo. Havia bolotas espalhadas e um leve cheiro a terra.

— Aposto que o texugo dorme aqui! — sussurrou o Lucas.

— Não vamos incomodar — sugeriu Diogo. — Mas podemos deixar-lhe uma oferta: uma bolota e uma folha bonita.

Riram-se todos e fizeram uma pequena “mesa” de folhas junto à entrada do buraco.

— Amigos, a floresta tem tantos segredos! — disse Tomás, sorrindo.

Capítulo 3: A Caça ao Tesouro Outonal

Mais adiante, no coração da floresta, Tiago teve uma ideia brilhante.

— E se fizéssemos uma caça ao tesouro do outono? Cada um de nós escolhe um objeto típico desta estação e depois trocamos!

— Boa ideia! — gritou Lucas, já a correr em direção a uma árvore.

O Diogo aproximou-se de um arbusto com bagas vermelhas.

— Estas bagas são lindas, mas não são para comer. Os pássaros adoram-nas!

O Tomás, atento ao chão, recolheu uma folha enorme, vermelha como fogo.

— Olhem só para esta folha! Parece um fogo de artifício.

Tiago encontrou uma bolota reluzente e colocou-a no bolso.

Dentro de pouco tempo, tinham reunido vários tesouros: folhas de todas as cores, bolotas, castanhas, pinhas e até algumas penas caídas.

— Vamos fazer uma exposição! — sugeriu Lucas.

Montaram uma “mesa” de pedras e troncos, onde expuseram tudo o que tinham encontrado. Discutiram as diferenças entre as folhas, como algumas eram lisas e outras recortadas, e compararam os diferentes tons de castanho das bolotas e das pinhas.

— O outono é mesmo uma estação especial — comentou Diogo. — Tudo muda, mas tudo continua bonito.

— E é perfeito para partilhar com os amigos — acrescentou Tomás, olhando para o grupo.

Capítulo 4: O Piquenique das Tradições

O relógio marcava quase meio-dia quando os estômagos começaram a roncar. O Tiago tirou da mochila um saco com sandes e maçãs, e o Lucas trouxe um termo com chocolate quente.

— No outono, a comida sabe ainda melhor — disse Lucas, servindo chocolate quente a todos.

Sentaram-se numa clareira, sobre um cobertor, rodeados de folhas e do cheiro a castanhas assadas vindas da aldeia próxima.

— Sabiam que, em muitas aldeias, as pessoas fazem magustos nesta altura do ano? — explicou Tomás, enquanto mordia uma sandes. — Juntam-se todos, assam castanhas e contam histórias à volta da fogueira.

— Devíamos fazer o nosso próprio magusto! — sugeriu Tiago.

O Diogo tirou um pequeno pacote de castanhas cruas da mochila.

— Trouxe estas para partilharmos! Podíamos assá-las na lareira da minha casa, depois da aventura.

— E contar histórias assustadoras! — propôs Lucas, com um sorriso traquina.

— Mas só histórias engraçadas! — avisou Tomás, a rir.

Depois do piquenique, jogaram ao “quem encontra mais folhas diferentes” e fizeram corridas de folhas empurradas pelo vento. O Tomás, com a ajuda dos amigos, construiu uma pequena coroa de folhas e colocou-a na cabeça, sentindo-se o “rei do outono”.

— Devíamos fazer isto todos os anos — disse ele.

— Prometido! — responderam os outros em coro.

Capítulo 5: O Regresso e a Lição do Outono

O sol começou a baixar, tingindo o céu de dourado e laranja. Era hora de regressar a casa.

No caminho de volta, o grupo caminhava devagar, a conversar sobre tudo o que tinham visto e aprendido.

— O outono é mesmo cheio de surpresas — disse Tiago, olhando para as folhas que levava nas mãos.

— E de cheiros e sabores! — acrescentou Lucas, lambendo os lábios ainda com sabor a chocolate quente.

O Diogo olhou para o céu.

— Sabem, as estações ensinam-nos que tudo muda, mas que cada mudança traz coisas boas. O verão acaba, mas o outono chega com novas cores e aventuras.

O Tomás sorriu.

— E nós também mudamos, aprendemos, crescemos. Mas, com amigos, tudo é mais divertido.

Quando chegaram ao portão de saída da floresta, despediram-se com abraços.

— Até à próxima aventura! — gritou Lucas, já a correr para casa.

O Tiago olhou para trás e viu as folhas a dançarem ao vento, como se dissessem adeus.

No final daquele dia, todos sabiam que o outono não era só uma estação — era um tempo especial para celebrar a amizade, a natureza e as pequenas maravilhas à nossa volta.

E assim, com os bolsos cheios de folhas e o coração cheio de alegria, cada um foi para casa, já a sonhar com a próxima aventura na floresta dourada.

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Bolota
Uma pequena fruta redonda que cresce em árvores como o carvalho.
Observador
Alguém que presta muita atenção ao que acontece ao seu redor.
Apressadamente
De uma forma rápida, sem perder tempo.
Imparáveis
Que não podem ser parados ou que não desistem facilmente.
Reluzente
Que brilha ou reflete a luz de forma intensa.
Magusto
Uma festa tradicional em que se assam castanhas e se reúnem amigos e família.
Clareira
Um espaço aberto numa floresta, onde não há árvores.

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