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Conto de princesa e príncipe 7 a 8 anos Leitura 8 min.

A promessa da aurora encantada

A princesa Leonor promete ver a aurora mais bela e, acompanhada por amigos do bosque e pelo jardineiro Tomé, espera na colina com esperança, vivendo uma manhã de união e magia.

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Princesa (cerca de 12 anos) sentada numa colina coberta de orvalho, rosto maravilhado e sorriso suave, cabelo loiro em trança, vestido verde leve, mãos sobre uma manta de lã; o jardineiro Tomé (cerca de 60 anos) em pé ao lado, rosto enrugado e benevolente, casaco castanho, segurando uma pá como um cajado, olhar terno para a princesa; uma raposinha curiosa à frente à esquerda, pelo ruivo, cabeça inclinada; um pequeno pássaro azul pousado no ombro do jardineiro, cantando; colina com flores silvestres rosas e azuis e vista para um castelo distante de torres suaves e telhados dourados; céu da aurora em faixas douradas e rosadas, estilo aquarela com paleta pastel e texturas húmidas, cena centrada na princesa contemplando o nascer do sol. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: A Promessa da Primeira Luz

No coração de um reino cercado por bosques que sussurravam segredos e colinas que dançavam com o vento, vivia a princesa Leonor. Os seus cabelos dourados pareciam capturar os últimos raios do sol e os olhos tinham o brilho tranquilo do lago da manhã. Leonor era conhecida por guardar promessas como quem segura uma flor rara: com cuidado, com respeito, e sempre com esperança.

Certa noite, antes da lua subir ao trono do céu, Leonor sentou-se junto à janela do seu quarto, sentindo o perfume das rosas do jardim. O vento, suave como a voz de uma avó, trouxe-lhe um murmúrio: “Amanhã a aurora será mais bela do que nunca, mas só quem acreditar no poder da esperança poderá vê-la nascer.”

Curiosa, Leonor sorriu e prometeu a si mesma, com o coração cheio de vontade: “Eu serei a primeira a ver a nova aurora.” E, como todos no reino sabiam, uma promessa de Leonor era um tesouro.

Na manhã seguinte, bem antes de o sol espreitar no horizonte, Leonor acordou. O castelo ainda dormia, e as sombras eram como mantos de veludo azul. Vestiu o seu manto verde e saiu pelo corredor, os chinelos sussurrando segredos ao chão frio.

No portão do jardim, encontrou o velho jardineiro, o senhor Tomé, que, apesar das rugas, tinha um sorriso tão fresco quanto a relva orvalhada.

“Princesa Leonor, onde vai a esta hora, quando até os pardais ainda sonham?” perguntou ele, encostado à sua pá como um cavaleiro à sua espada.

“Quero ver a aurora nascer, senhor Tomé. Dizem que será a mais bonita de todas,” respondeu Leonor, com brilho nos olhos. “E prometi a mim mesma que não perderia esse espetáculo.”

O jardineiro riu, uma risada macia como pão acabado de fazer. “Então permita que o senhor Tomé a acompanhe. Com companhia, a espera parece mais curta e menos fria.”

Leonor concordou, e juntos caminharam até a colina mais alta do reino, onde a vista era tão grande que parecia caber todos os sonhos do mundo.

Capítulo 2: O Encontro dos Sonhadores

No topo da colina, o céu ainda estava escuro, mas pequenas estrelas piscavam como se piscassem para Leonor. Sentou-se sobre a relva macia, e o senhor Tomé, sempre gentil, colocou ao seu lado uma manta de lã.

“Sabes, princesa,” disse Tomé, “a aurora gosta de quem espera com esperança no coração. Ela é tímida como um coelho e só aparece para quem acredita.”

Enquanto esperavam, uma raposa curiosa saiu das moitas e aproximou-se, com passos tão leves que não deixavam pegadas no orvalho.

“Olá, menina raposa,” cumprimentou Leonor, sorrindo. “Veio também ver a aurora?”

A raposa inclinou a cabeça e respondeu, para surpresa de todos: “Vim, sim. Ouvi dizer que hoje, quem vir o nascer do sol terá um desejo realizado. E eu desejo uma amizade verdadeira.”

Leonor deu-lhe a mão, com ternura. “Aqui tens uma amiga, raposinha.”

De repente, um passarinho azul, mais corajoso do que todos os outros, pousou no ombro de Tomé e trinou: “Eu quero cantar para a aurora! Dizem que ela escuta todas as canções novas.”

E assim, entre risos e histórias, logo chegaram outros habitantes do bosque: o coelho branco, o esquilo de cauda vermelha, até mesmo a coruja sábia, que raramente aparecia à luz da manhã.

Todos se juntaram à princesa, cada um trazendo um desejo secreto e a vontade de ver a aurora mais bela.

Capítulo 3: A Magia da Esperança

O tempo passou devagar, como um barco que navega suavemente num lago tranquilo. Leonor sentiu o coração a bater de expectativa.

“Princesa, tens a certeza que a aurora virá?” perguntou a pequena raposa, com um fio de dúvida.

Leonor olhou para o céu e respondeu, com a voz serena: “Sim, porque acredito que quem espera com esperança nunca espera em vão. E juntos, a esperança é ainda mais forte.”

Nesse momento, pequenas faixas douradas começaram a pintar o céu. Era como se um pincel mágico desenhasse luz por trás das montanhas.

O passarinho azul começou a cantar. As notas flutuavam no ar como pétalas ao vento. Todos ficaram em silêncio, hipnotizados pela beleza que se revelava diante deles.

A raposa suspirou, encantada. “É ainda mais bonita do que pensei!”

O senhor Tomé limpou uma lágrima tímida que lhe escorregou pelo rosto. “A esperança cria milagres, minha princesa.”

Quando o primeiro raio de sol tocou o rosto de Leonor, ela sentiu um calor especial, como um abraço invisível. Era a recompensa de quem acredita, de quem promete e cumpre, e de quem olha o mundo com olhos de esperança.

“Obrigada, aurora,” sussurrou Leonor. “E obrigada a todos que aqui esperaram comigo. Sozinha, não teria sido tão mágico.”

Capítulo 4: O Baile da Aurora

Quando desceram a colina, encontraram o castelo a acordar. Notícias da princesa e dos seus amigos espalharam-se como perfume pelo reino. Logo, todos queriam celebrar aquela manhã especial.

O rei, pai de Leonor, mandou organizar um grande baile no salão dourado do castelo. Convocaram músicos, acenderam todas as velas e abriram as portas a todos: nobres, jardineiros, raposas, pássaros e até as tímidas corujas do bosque.

O salão ficou repleto de alegria. As crianças rodopiavam como folhas ao vento, e os adultos sorriam como se tivessem voltado a ser crianças. O passarinho azul cantava no ombro da princesa, e a raposa dançava com o coelho branco, rodopiando entre as mesas.

No meio da pista, Leonor pegou na mão do senhor Tomé e disse:

“Sem a tua companhia, não teria esperado pela aurora com tanta esperança. Obrigada, querido amigo.”

Tomé inclinou-se, feliz. “Foi a tua coragem e a tua promessa que nos uniu a todos, princesa.”

O rei, sorrindo, levantou a taça e declarou: “Hoje celebramos mais do que a aurora. Celebramos a esperança que vive em cada coração sincero e a magia que nasce de promessas cumpridas!”

Todos bateram palmas e brindaram com sumo de maçã e leite com mel.

No final do baile, quando as velas já eram só pontos dourados e as estrelas voltaram a brilhar no céu, Leonor sentiu o coração leve como uma pena. Sabia que a esperança era como o nascer do sol: nunca falha com quem acredita.

E assim, no reino onde as promessas são tesouros e a esperança é a luz de cada manhã, todos dormiram tranquilos, certos de que, amanhã, a aurora voltaria a nascer ainda mais bonita.

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Coração
A parte do corpo que sentimos bater; também é usada para falar dos sentimentos.
Sussurravam
Falavam baixinho, com voz quase sem som, para não serem ouvidos.
Colinas
Pequenas elevações de terra, como montes não muito altos.
Promessas
Compromissos que alguém faz de fazer ou guardar algo no futuro.
Tesouro
Coisa muito valiosa que se guarda com cuidado, como ouro ou lembranças.
Aurora
O nascer do sol, quando o céu fica cheio de luz e cor.
Jardineiro
Pessoa que cuida das plantas e das flores do jardim.
Relva
Grama macia que cresce no chão, onde se pode sentar.
Manto
Peça de roupa longa que se põe por cima para aquecer.
Trinou
Som curto e alegre que um pássaro faz quando canta.
Hipnotizados
Muito concentrados e encantados, como se estivessem sem perceber nada mais.
Salão
Grande sala onde se fazem festas e encontros com muitas pessoas.
Convocaram
Chamaram pessoas para virem a um lugar ou evento especial.
Rodopiavam
Girar com alegria, dando voltas no mesmo lugar.
Brindaram
Levantaram as taças juntos para celebrar algo feliz.
Sumo de maçã
Bebida doce feita do líquido natural da fruta maçã.

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