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História sobre a viagem 5 a 6 anos Leitura 7 min.

A primeira aventura do Tomás na Côte d’Azur

Tomás explora a Côte d’Azur com os pais, descobrindo mercados, praias e uma pracinha onde, entre novas palavras em francês e pequenos gestos de amizade, aprende a ajudar e a brincar com outras crianças.

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Menino de 6 anos, rosto redondo com sardas, cabelo castanho bagunçado, expressão alegre e tímida, segurando uma pequena bola vermelha acima da cabeça; outro menino de ~7 anos, pele bronzeada e cabelo preto curto, à esquerda aplaudindo e sorrindo, joelhos um pouco sujos; menina de ~6 anos de vestido azul e rabo de cavalo loiro, sentando-se perto de um banco e se levantando com um curativo no joelho e areia na perna; mãe na casa dos 30, cabelo castanho-claro preso, roupa leve de verão, ajoelhada atrás das crianças oferecendo uma garrafinha de água e um lenço; área de recreio à beira-mar ao pôr do sol com areia clara, um pequeno escorrega vermelho, banco de madeira azul, ondas calmas e seixos ao longe, lampião antigo e palmeiras estilizadas; luz quente laranja-rosa do crepúsculo, sombras longas, estilo gráfico nítido com cores saturadas, contornos grossos pretos e textura de papel levemente granulada, atmosfera de ajuda mútua e alegria simples com movimento dinâmico das crianças e poses expressivas em estilo "rubber hose". reportar um problema com esta imagem

Parte 1: A primeira manhã na Côte d'Azur

O Tomás tinha 5 anos e olhos bem atentos. Ele gostava de olhar tudo devagar, como se guardasse o mundo numa caixinha secreta. Naquela manhã, ele acordou num hotel perto do mar, na Côte d'Azur. Pela janela, via um céu azul-claro e um sol que parecia sorrir.

A mãe disse: “Hoje vamos passear.” O pai pegou um mapa dobrado. Tomás segurou a sua mochila pequena, com uma garrafa de água e um caderno para desenhar.

Na rua, havia cheiro de pão quente. Numa padaria, Tomás viu croissants dourados, como pequenas luas. A senhora do balcão falou com uma voz macia: “Bonjour!” Tomás arregalou os olhos. Era uma palavra nova. A mãe explicou: “Quer dizer ‘bom dia' em francês.” Tomás repetiu baixinho: “Bon-jur.” E riu.

Depois, caminharam até uma praia de pedrinhas redondas. As pedras brilhavam, molhadas, como caramelos. Tomás abaixou-se e escolheu uma pedrinha lisa. No mar, a água era azul, mas perto da beira ficava verde e transparente. Ele viu um peixinho rápido, como uma seta.

Mais adiante, havia um barquinho com redes e bóias. Um pescador arrumava tudo com calma. Tomás observou as mãos dele: fortes, mas cuidadosas. O pescador notou o menino e acenou. Tomás acenou de volta. Sentiu-se corajoso, mesmo sem falar muito.

Parte 2: Pequenas descobertas e um gesto amigo

No caminho, passaram por um mercado. As bancas tinham tomates vermelhos, limões amarelos e flores roxas. Um cheiro doce de pêssego enchia o ar. Tomás ficou parado diante de uma pilha de frutas brilhantes.

De repente, uma laranja rolou da banca e caiu perto do pé dele. Tomás pegou-a com as duas mãos, com cuidado para não amassar. Ele olhou para o vendedor, um senhor com chapéu de palha. Tomás não sabia o que dizer. A mãe sussurrou: “Podes dizer ‘s'il vous plaît' e ‘merci'.”

Tomás aproximou-se e estendeu a laranja. Com a voz pequena, disse: “S'il vous plaît…” e depois, um pouco mais firme: “Merci.” O vendedor sorriu, como se tivesse recebido um presente. “Merci, petit!” respondeu ele. Tomás não entendeu tudo, mas entendeu o sorriso.

Mais à frente, viram uma placa de caminho para um jardim. Entraram. Havia árvores com sombra fresquinha e um cheiro de folhas. Num canto, uma fonte fazia barulhinho de água a cair: plim, plim, plim. Tomás encostou a mão na pedra fria e sentiu um arrepio bom.

Perto da fonte, uma menina deixou cair um lenço azul. O lenço voou um pouco com o vento e ficou preso num arbusto baixo. A menina tentou puxar, mas não alcançava bem. Tomás olhou, pensou, e foi devagar. Ele agachou, afastou um galhinho com cuidado e puxou o lenço sem o rasgar.

A menina abriu um sorriso grande. “Merci!” disse ela. Tomás ficou quentinho por dentro. Ele entregou o lenço e respondeu como pôde: “De nada.” Não era francês, mas era gentil. A mãe fez um carinho na cabeça dele. “Isso é solidariedade, disse. “Ajudar alguém, mesmo com coisas pequenas.”

Parte 3: O jogo rápido na pracinha

No fim da tarde, chegaram a uma pracinha perto do mar. Havia um escorrega e um chão de areia clara. O sol já estava mais baixo e pintava tudo de laranja.

Tomás ficou a ver as crianças a correr. Elas falavam francês, rápido, como passarinhos. Ele ficou com vontade de brincar, mas também com um friozinho na barriga.

Um menino com uma bola veio perto e apontou para Tomás, como quem pergunta: “Queres?” Tomás entendeu sem palavras. Ele assentiu.

O jogo começou de repente, como um vento que acelera. A bola ia de um lado para o outro. Tomás correu com passinhos curtos, rindo alto. As crianças gritavam: “À toi!” e “Vite!” Tomás não sabia tudo, mas percebeu que “vite” era “rápido”, porque todos corriam mais depressa quando ouviam isso.

Num mini-reviravolta, a bola foi parar atrás de um banco, perto de uns arbustos. Ninguém viu para onde ela tinha ido. As crianças pararam, confusas. Tomás, que era observador, viu uma pontinha de bola vermelha escondida. Ele apontou e correu até lá. Pegou a bola com as duas mãos e levantou-a acima da cabeça, como um troféu.

“Bravo!” disseram as crianças. O menino da bola bateu palmas. Tomás devolveu a bola e, sem pensar muito, falou uma palavra que já tinha treinado: “Merci!” Todos riram, felizes, e o jogo recomeçou ainda mais animado.

Quando um dos meninos tropeçou e ficou com areia no joelho, Tomás parou o jogo por um segundo e ofereceu a sua garrafinha de água para lavar. A mãe trouxe um lencinho. As crianças juntaram-se, ajudando. Ninguém ficou sozinho. Depois, voltaram a correr, leves outra vez.

Parte 4: Boa noite com palavras novas

À noite, de volta ao hotel, Tomás tomou banho e vestiu o pijama. Os pés dele estavam cansados, mas o coração estava cheio.

Ele abriu o caderno e desenhou a praia de pedrinhas, o mercado colorido e a bola vermelha na pracinha. Ao lado do desenho, com letras tortinhas, escreveu: “Bonjour” e “Merci”.

O pai sentou-se na cama e perguntou: “O que aprendeste hoje?” Tomás pensou um pouco. “Aprendi que ‘bonjour' é bom dia. E ‘merci' é obrigado. E que ajudar é bom.” A mãe puxou o lençol até ao queixo dele. “E aprendeste a brincar com crianças que falam diferente,” disse ela.

Tomás sorriu no escuro. Lembrou-se do lenço azul, do joelho com areia, da bola escondida. Lembrou-se dos sorrisos. Sentiu orgulho, um orgulho calmo, como uma luz pequenina.

Antes de fechar os olhos, ele sussurrou para si mesmo, como um segredo de viagem: “Bonsoir… merci.” E adormeceu com a Côte d'Azur na cabeça, sabendo que o mundo é grande, mas que um gesto amigo e algumas palavras novas podem aproximar as pessoas.

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Devagar
Com calma, sem pressa, fazendo as coisas pouco a pouco.
Padaria
Lugar onde se fazem e se vendem pães e bolos para comer.
Croissants
Folhados doces ou salgados, em forma de meia-lua, feitos de massa.
Balcão
A parte alta onde se põem as coisas para vender numa loja.
Pedrinhas
Pedras pequenas e lisas que se encontram em praias ou caminhos.
Bonjour!
Palavra em francês que significa 'bom dia', dita quando se cumprimenta alguém.
Pescador
Pessoa que pesca peixes no mar, no rio ou em lagoas para comer.
Bóias
Objetos que flutuam na água para marcar lugares ou ajudar a pescar.
Solidariedade
Ajudar outras pessoas quando elas precisam, com carinho e cuidado.
Arbusto
Planta menor que uma árvore, com muitos ramos e folhas baixas.
Escorrega
Brinquedo em parques para as crianças descerem de um lado para outro.
Reviravolta
Mudança rápida e surpresa numa situação ou numa história.
Troféu
Objeto que se dá a alguém para celebrar uma vitória ou boa ação.

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