O sol da manhã entra na sala. É Páscoa. Na mesa há ovos de chocolate e tintas. Três amigos chegam: Lia, Tomás e Ben.
A mãe sorri. “Hoje vamos pintar ovos.”
Lia bate palmas. “Eu quero rosa!”
Tomás ri. “Eu quero azul!”
Ben diz. “Eu quero verde!”
Eles sentam no tapete. Cada um pega um ovo branco. Pincel na mão. Um potinho de cor. Pingos pequenos. Riscos curtos. A casa cheira a bolo doce.
Lia faz bolinhas rosa. Tomás faz linhas azuis. Ben faz folhas verdes. Ovos ficam bem bonitos.
Na janela, um coelho de pano está sentado. Ele tem orelhas grandes. A avó diz. “Ele é o Coelho da Páscoa da nossa casa. Ele gosta de ver cor.”
Tomás chega perto e fala baixo. “Olá, coelho.”
O coelho parece piscar. Só um pouco. Lia abre a boca. “Ele viu a gente!”
Ben dá uma risada. “Ele é amigo.”
A avó traz uma cestinha de vime. Dentro, há fitas amarelas. “Vamos pôr os ovos aqui. Depois, caça ao ovo!”
Lia olha em volta. “Onde?”
A mãe aponta. “Aqui mesmo. No quarto, na sala, no jardim.”
Ela esconde três ovinhos pequenos, bem perto. Nada longe. Nada difícil.
“Já!” diz a mãe.
As crianças andam devagar. Olhos atentos. Mãos prontas. Tomás acha um ovo atrás da almofada. “Achei!” ele diz.
Lia acha outro ao lado do vaso. “Achei!” ela responde.
Ben acha o último perto do pé da mesa. “Achei!” ele diz.
De repente, um ovo pintado rola um pouco e para. Lia pega logo. “Ops.” A mãe dá um beijo leve. “Está tudo bem. O ovo só quis passear.”
Eles riem. No jardim, um sino toca ao longe. Pássaros cantam. A avó corta fatias de bolo. A mãe abre os ovos de chocolate. Um pedacinho para cada um.
Lia, Tomás e Ben encostam as cestas e dizem juntos. “Feliz Páscoa!”
No fim, eles aprendem que partilhar e brincar em paz deixa o coração bem quentinho.