Capítulo 1
Luna é uma jovem inventora. Ela tem cabelos presos com um lápis. Tem um sorriso curioso. Mora numa casa cheia de caixas. Em cada caixa tem peças, botões e ideias.
Luna gosta de testar. Ela mistura latas, fios e muita imaginação. Às vezes dá certo. Às vezes dá errado. Ela ri e tenta de novo. "Tudo bem errar", diz. "Erros são pistas."
Um dia, Luna viu uma cadeira muito alta. Um gato não conseguia pular. Uma menina pequena não alcançava o assento. Luna pensou: e se as coisas pudessem mudar de tamanho? Ela quis inventar algo para que tudo servisse para todos.
Capítulo 2
Luna começou a desenhar. Desenhou uma máquina com botões coloridos. Um botão azul para diminuir. Um botão amarelo para aumentar. Um botão verde para voltar ao normal. Ela chamou de Ajusta-tudo.
Ela montou, apertou parafusos e cantou baixinho. A máquina chiou como um passarinho. Primeiro teste: uma xícara. "Tic-tac", fez Luna. A xícara ficou bem miúda. O gato miou de surpresa. Luna apertou o botão verde. A xícara voltou.
Depois testou com um banco grande. O banco encolheu até caber no bolso. Luna abriu os braços e deu risada. "Uau!", disse. Mas nem tudo saiu perfeito. Um sapato ficou torto. Um chapéu virou um regador. Luna fez uma careta. Ela respirou fundo. Consertou, desenhou outra peça e tentou de novo.
Meninos e meninas da rua vieram ver. O sorriso de Luna ficou maior. Ela explicou: "Inventar é tentar. É errar e recomeçar." Uma criança perguntou: "Isso é mágico?" Luna balançou a cabeça e disse: "É trabalho. É imaginação com cuidado."
Capítulo 3
Com o tempo, Luna aprendeu o segredo: ouvir. Ouvir a xícara, ouvir o banco, ouvir as mãos que seguravam. Ela fez a máquina mais gentil. Agora, quando alguém apertava o botão, as coisas mudavam devagar, como um abraço.
Ajusta-tudo ajudou muita gente. Uma avó pôde sentar sem subir no banquinho. Um bebê ganhou uma colher no tamanho da mãozinha. O gato agora tinha uma escada ajustada só para ele. A cidade ficou mais amiga.
No fim do dia, Luna sentou na varanda. O céu era um cobertor azul. Ela pensou em todas as tentativas. Em todos os consertos. Sorriu com calma. Sentiu que pertencia a uma grande família. A família de quem procura, tenta e melhora o mundo.
Ela sussurrou: "Somos todos inventores." E adormeceu com o coração quentinho, pronta para sonhar com novas ideias.