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História divertida de fraternidade 3 a 4 anos Leitura 6 min.

A grande parada de fantasias

Três irmãos coelhinhos preparam fantasias e organizam uma divertida parada no bosque, enfrentando pequenos desentendimentos que aprendem a resolver juntos com criatividade e alegria.

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Lila, pequena coelhinha branca de orelhas rosas, sorri radiante, veste saia-pétala rosa e rodopia; à esquerda Tico, coelhinho castanho-claro com capa azul, marcha heroicamente; à direita Beto, coelho cinza rajado, mostra uma cauda de dragão de papel verde e faz um "roooar" divertido; a mãe coelha ao fundo segura uma bandeja de biscoitos perto de um carvalho; cenário: clareira ensolarada com relva, margaridas, cogumelos vermelhos, caminho de pedrinhas e bolhas de sabão; cena: mini-parada alegre com os três irmãos fantasiados, cores vivas, contornos grossos e textura efeito espuma EVA. reportar um problema com esta imagem

Lila coelhinha acordou com um pulo. Hoje era dia de festa no bosque. Ela olhou para seus irmãos, Tico e Beto, que ainda bocejavam.

“Vamos fazer uma parada de fantasias!” disse Lila. “Uma parada bem divertida!”

Tico esticou as orelhas. “Eu quero ser super-herói!” disse ele, batendo o peito. “Pum! Pum!”

Beto riu. “Eu vou ser dragão!” E fez um sonoro “Roooar!” que fez as folhas tremerem só um pouquinho.

“Eu quero ser flor dançante,” falou Lila, rodopiando. “Gira, gira!”

Os três se puseram a planejar. Saltavam de ideia em ideia. Um chapéu aqui. Uma capa ali. Tudo devia brilhar.

Primeiro trouxeram um lenço azul para a capa do Tico. Mas Tico queria um laço vermelho. Beto achou que o lenço azul combinava com seu dragão. “Não, é meu!” disse ele, puxando com as patinhas. O lenço voou: plim! caiu na poça d'água.

“Ei!” reclamou Tico. “É meu! Eu vi primeiro!”

Beto puxou de novo. “Não é! Eu também vi!”

Lila olhou. As orelhas dela tremiam. Ela queria que os dois parassem. Então teve uma ideia.

“E se fizermos uma corrida de capas?” ela propôs. “Quem correr mais rápido com a capa, fica com ela.”

Os irmãos se entreolharam. “Tá bom!” disseram ao mesmo tempo. “Uma, duas, três... já!”

Eles correram pelo gramado. “Vrum! Vrum!” Saltos e risadas enchiam o ar. No fim da corrida, os três estavam no chão, rindo tanto que mal podiam respirar.

Lila pegou o lenço e sorriu. “Como podemos dividir?” perguntou ela.

Tico pensou. Beto pensou. Lila levantou uma ideia brilhante. “E se cortarmos o lenço em três pedaços, com tesoura de brincar?”

Tico fez uma careta. “Mas aí não tem brilho...”

Beto bateu o pé. “E se cada um usar um pedacinho diferente? Um na cabeça, outro na cauda, outro na cintura!”

Os três pularam de alegria. “Sim!” gritaram. “Bom! Bom!”

Depois de ajeitar os pedaços, veio a vez das capas. Havia um velho cobertor verde encontrado debaixo do carvalho. Era grande demais. Tico quis usar para voar. Beto quis para fazer fogo de dragão (de mentirinha, claro). Lila queria dobrar em saias de pétalas.

Eles começaram a puxar o cobertor. “Mais pra cá!” “Não, mais pra lá!” O cobertor enrolou todo mundo. Ai! “Ufa!” disseram. Todos caíram em um monte quentinho. E então, inesperado, alguém deu um cócega na barriga do outro.

“Hahaha!” veio um estalo de risos. “Hehehe!” ecoou no bosque.

O puxão virou cócegas, e as cócegas viraram gargalhadas. As brigas sumiram como fumaça. O cobertor virou uma tenda. A tenda virou capa. A capa virou palco.

Lila levantou um banquinho. “Vamos fazer a parada primeiro para o coelho e depois pro dragão!” explicou ela, animada. “E no fim eu serei a flor dançante.”

Tico fez pose de herói. Beto soprou pela boca, fingindo fogo. “Ruuuu!” fez um som engraçado e saiu uma nuvem de bolhas de sabão que alguém tinha trazido.

As bolhas dançaram no sol. “Plim, plim!” Elas estouravam com risadinhas. As borboletas vieram espiar.

A mãe coelha apareceu com biscoitos. “Posso ver a parada?” perguntou ela, sorrindo. Os três acenaram.

A parada começou no caminho de pedras. Primeiro vinha Tico, com sua capa azulzinha na cabeça como máscara. Ele marchava com passos curtos e grandes. “Pum! Pum!” faziam os pés.

Depois veio Beto, com escamas de papel amarradas na cauda. Ele fazia “Roooar” baixinho. As borboletas batiam palmas com as asas.

No centro vinha Lila, rodopiando com pétalas coloridas. “Gira, gira!” cantava ela. Seu sorriso era como um raio de sol pequeno.

As árvores aplaudiam com seus galhos. A grama aplaudia com seu farfalhar. Até um sapo coaxou em ritmo: “Croc-croc!”

No fim da parada, os irmãos se olharam e se abraçaram. “Foi tão bom!” disse Tico.

“Foi muito engraçado!” disse Beto.

Lila puxou os irmãos para perto. “Nós somos time,” disse ela baixinho. “Time de risos.”

A mãe distribuiu biscoitos quentinhos. Todos comeram devagar. O sol já se escondia atrás das montanhas. A lua começou a olhar, curiosa.

Antes de dormir, os três arrumaram as fantasias. Guardaram o cobertor, a capa e as escamas. Deitaram-se juntinhos na cama macia. O bosque cantou uma canção suave.

“Boa noite,” sussurrou Lila.

“Boa noite,” sussuraram Tico e Beto.

E, abraçados, eles sonharam com novas paradas, novas danças e muitas risadas para o dia seguinte.

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Parada de fantasias
Um passeio em que todos mostram roupas divertidas e brincam juntos.
Bocejavam
Abrir a boca grande quando se está com sono ou cansado.
Rodopiando
Girar pelo próprio corpo, como quando dança e faz voltas.
Poça d’água
Água que fica acumulada no chão depois da chuva.
Tesoura de brincar
Tesoura de brinquedo, que não corta de verdade.
Cobertor
Tecido grosso que aquece e cobre o corpo à noite.
Tenda
Lugar feito com tecido para brincar, como uma casinha.
Escamas
Pequenas placas que cobrem a pele de peixes e dragões de mentira.
Pétalas
Partes coloridas e suaves das flores.
Abraçaram
Colocar os braços em volta de alguém para mostrar carinho.
Coaxou
Som que o sapo faz: um som curto e grave.
Farfalhar
Som suave das folhas ou da grama quando mexem.
Bolhas de sabão
Esferas de água com sabão que voam e estouram.

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