O Tomás tem dois anos. Ele acorda e sorri. A casa brilha com sol. Na mão, ele segura o seu carrinho azul. “Brrr, brrr!”, faz o carrinho.
Hoje é dia de grande aventura. Tomás quer levar uma colher até à cozinha. A colher é de sopa. É grande. Tomás é pequeno. “Eu consigo”, diz Tomás.
Ele pega na colher com as duas mãos. “Clinc!”, faz a colher no chão. Tomás tenta outra vez. Ele dobra os joelhos. Ele levanta devagar. “Hooo!”, ele faz, com força.
No tapete, há uma almofada. Parece uma montanha fofa. Tomás empurra a colher por cima. “Hop! Hop!” A colher escorrega. “Shiii!” Tomás ri. Ele põe a almofada mais perto. Assim fica uma ponte. “Pronto!”, diz.
Na sala, o carrinho quer ir também. “Brrr!”, diz Tomás, e empurra o carrinho à frente, como guia. O carrinho para junto à porta. “Toc-toc!”, faz Tomás na porta. A porta abre.
Na cozinha, há uma pequena poça de água perto do lavatório. É só um bocadinho. “Plouf”, diz o dedo de Tomás, bem de leve. Ele não escorrega. Ele pensa. Ele pega num pano macio que está ali. “Vou limpar”, diz.
Tomás passa o pano. “Chic-chic.” A poça some. O chão fica seco. Tomás bate palmas. “Parabéns!”, diz a mamã, que está ali a cortar fruta.
Agora falta o último passo. A colher quer subir para a mesa baixa. Tomás encosta uma caixa firme ao lado. Uma caixa de brinquedos. Faz um degrau. Ele sobe com calma. “Hop.” Ele põe a colher na mesa. “Clac!” Certinho.
A mamã dá um pedaço de banana. Tomás mastiga e sorri. O carrinho faz festa: “Brrr-brrr!”
Tomás olha em volta. A cozinha parece um castelo pequeno. Ele abraça a mamã. “Aventura!”, ele diz.
\nCom calma, ajuda e ideias simples, a gente consegue fazer coisas grandes.