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História sobre o regresso às aulas 11 a 12 anos Leitura 8 min.

A escola nas alturas

Zuca, a esquilinha, e seus amigos enfrentam desafios no primeiro dia de aula na Escola dos Troncos Altos, aprendendo sobre amizade, respeito e a importância de ajudar uns aos outros enquanto se divertem em meio às copas das árvores. Juntos, eles descobrem que seguir as regras e trabalhar em equipe torna o aprendizado ainda mais especial.

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Zuca, uma esquilinha de grandes orelhas e pelagem marrom claro, está na beira de uma passarela de madeira, com o coração acelerado de excitação e nervosismo. Seus olhos brilham de antecipação enquanto ela observa a grande escola suspensa nas árvores, cercada por folhas verdes vibrantes. Ao lado dela, Quico, um pequeno ouriço com espinhos macios e olhar preocupado, esfrega as patas dianteiras, parecendo hesitante, como se temesse cair da passarela. Dandara, uma jaguatirica de pelagem malhada e sorriso travesso, pula alegremente, seus olhos brilhando de malícia, pronta para levar seus amigos à aventura. O local é uma escola mágica construída entre os galhos de um grande carvalho, com salas de aula de madeira e passarelas de cipós ligando cada árvore. Raios de sol filtram através das folhas, criando padrões dourados no chão de madeira. A cena principal mostra Zuca e seus amigos se preparando para entrar na escola, cercados por colegas animais, todos ansiosos e alegres, prontos para descobrir as maravilhas do início das aulas. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 – O Perfume das Folhas Novas

Na manhã clara do primeiro dia de aula, Zuca a esquilinha acordou com o coração batendo feito tamborim minúsculo. O sol pintava desenhos dourados no teto de sua toca, e o aroma doce das folhas frescas do grande carvalho invadia tudo. Zuca espreguiçou-se, enrolou seu rabo macio, e olhou o calendário de bolotas pendurado na parede: “Hoje começa a escola!”

— Tudo bem, Zuca! — disse para si mesma, tentando parecer corajosa. — Não tem motivo pra ficar nervosa. É só a escola… nas árvores… suspensa no meio do bosque… Ui!

A Escola dos Troncos Altos era diferente de qualquer outra: construída entre as copas de sete árvores antigas, suas salas eram casas suspensas, todas ligadas por passarelas de cipó. Para chegar à escola, era preciso atravessar a ponte da Libélula, feita de galhos trançados, e subir correndo até o alto da árvore-mãe.

Zuca colocou sua mochila feita de casca de noz — dentro, apenas um lápis de carvão, um caderno de folhas secas e uma maçã vermelha — e pulou para fora de casa. No caminho, encontrou Quico o ouriço, que parecia ainda mais encolhido que o normal.

— E aí, Quico! Pronto pro primeiro dia?

Quico olhou desconfiado para o alto das árvores.

— Pronto pro frio na barriga, isso sim! Será que a ponte da Libélula aguenta a gente? E se eu cair?

Zuca riu baixinho.

— Se você cair, rola até a raiz e sobe de novo. Pronto, problema resolvido!

Juntos subiram até o portão da escola, onde a diretora coruja Dona Olinda já vigiava tudo com seus olhos redondos.

Capítulo 2 – As Regras da Floresta Suspensa

Ao atravessar a ponte, Zuca sentiu o vento no rosto e o cheiro da seiva fresca, misturado a uma pontinha de medo. No pátio, os colegas se reuniam em círculos coloridos: lagartos, tatus, gambás e até um tímido bando de morceguinhos.

Dona Olinda, empoleirada bem no centro, pigarreou alto:

— Bem-vindos à Escola dos Troncos Altos! Lembrem-se: aqui todos temos espaço! Nossas principais regras são respeito, cuidado e brincar junto. As passarelas são para todos, os galhos não são trampolins, e cada um ajuda a manter a ordem. Quem quebra as regras, perde o direito de brincar com o balão vermelho da escola. E ninguém quer isso!

Zuca olhou para o balão: era grande, brilhante e flutuava preso num galho-bandeira. Era o orgulho da escola, usado nas melhores brincadeiras.

De repente, Dandara, a jaguatirica, passou correndo pelo meio do grupo, pulando sobre todos.

— Vamo, pessoal! Quem chegar por último na sala é ovo podre!

Zuca deu risada, mas Quico se assustou.

— Não pode, Dandara! Dona Olinda disse que não é pra correr nas passarelas! — alertou Quico, arregalando os olhos.

Dandara parou, fez careta e depois sorriu com um miado animado:

— Tá bem, tá bem! Hoje eu tô só pulando de alegria!

Zuca percebeu que ali, para que todos se sentissem bem, era importante prestar atenção às regras, mesmo quando a vontade de correr era maior que tudo.

Capítulo 3 – Equilíbrio, Amizade e Primeiros Desafios

Na sala da professora Cotia, Zuca ainda sentia um pouco de frio na barriga. As carteiras eram feitas de galhos trançados e cheiravam a musgo. A professora explicou o funcionamento das aulas e distribuiu tarefas para grupos mistos: cada um teria que apresentar uma história sobre “respeito nas alturas”.

Dandara, Quico, Zuca e Nina a aranha ficaram no mesmo grupo. No recreio, todos se encontraram no passadiço do salgueiro.

— Que história vamos contar? — perguntou Nina, balançando-se numa teia.

Quico respondeu:

— Podia ser sobre animais que dividem um galho sem brigar!

Dandara logo completou:

— Ou sobre ajudar alguém que tem medo de altura, tipo o Quico!

Zuca percebeu que, mesmo diferentes, todos podiam contribuir com alguma ideia. E juntos, imaginando e rindo, construíram uma pequena peça de teatro sobre incluir os colegas e respeitar o tempo de cada um para atravessar as passarelas.

Quando apresentaram para a turma na segunda aula, ganharam aplausos (e uns gritos de “bravo!” dos morceguinhos).

Capítulo 4 – O Mistério do Balão Vermelho

Na hora do intervalo, o balão vermelho era a grande atração. Todos queriam brincar, mas Dona Olinda repetia:

— Só brinca quem respeitou as regras da manhã!

Entre pulos e gritos, Dandara acabou se empolgando e, sem querer, esbarrou no cordão do balão. O balão escapou e foi parar num galho lá no alto, onde ninguém conseguia alcançar.

— Ih, agora lascou! — murmurou Quico, preocupado.

Dandara ficou triste, os olhinhos brilhando de vergonha. Mas Zuca teve uma ideia:

— E se a gente formar uma corrente de ajuda? Cada um faz sua parte e juntos trazemos o balão de volta!

Todos se animaram com o plano. Nina prendeu uma teia firme entre os galhos, Quico empilhou algumas folhas para dar apoio, Dandara pulou suavemente para não balançar demais a ponte, e Zuca, com seu rabo ágil, conseguiu laçar o balão.

Quando o balão vermelho voltou ao centro do pátio, todos comemoraram. Dandara, então, pediu desculpas:

— Eu me empolguei. Não devia ter corrido desse jeito. Prometo ir mais devagar!

Dona Olinda olhou para Dandara com carinho:

— Errar faz parte, aprender juntos é ainda melhor. Obrigada, turma, por ajudarem uns aos outros.

Capítulo 5 – Juntos na Passarela

No fim do dia, enquanto as folhas douradas caiam suavemente, a escola parecia ainda mais bonita, iluminada pelo riso dos colegas. Zuca percebeu que, mesmo com as diferenças e tropeços, todos podiam aprender juntos — com paciência, cuidado e alegria.

— Viu, Quico? — disse Zuca, rindo enquanto atravessavam devagar a ponte da Libélula. — Primeiro dia já foi. Nem doeu nada!

Quico sorriu, mais confiante:

— Amanhã vai ser ainda melhor. E, se precisar, eu seguro sua patinha antes de cruzar a ponte.

Dandara, agora andando devagar, juntou-se a eles:

— Só não vale correr, hein!

Todos riram, e Nina completou:

— E nada de pegar o balão sozinho!

O grupo seguiu unido, aprendendo que respeitar as regras, ouvir o outro e incluir todos na brincadeira tornava a escola nas alturas o lugar mais especial do bosque.

Na saída, Dona Olinda olhou para o balão — agora, bem amarrado no galho central — e piscou para a turma. Zuca sentiu o peito leve, como se voasse.

O balão não era só um brinquedo: era símbolo de um novo começo juntos. E, naquela escola de casas nas árvores, todos já faziam parte da mesma aventura.

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Seiva
O líquido que circula nas plantas, responsável por transportar nutrientes.
Apresentar
Mostrar algo para outras pessoas, como uma ideia ou um projeto.
Empolgar
Fazer alguém ficar muito animado ou entusiasmado com algo.
Teia
A rede feita por aranhas para capturar insetos.

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