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Conto de fadas clássico reinventado 5 a 6 anos Leitura 8 min.

A escada das promessas

Três porquinhos unem-se para consertar a escada de uma torre afetada por promessas não cumpridas, mobilizando a vila e mostrando que o cuidado e a ação valem mais que palavras.

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Três Porquinhos (três irmãos, rostos redondos e bigodes finos, expressões concentradas e alegres): o mais velho de macacão azul às riscas segura uma régua de madeira grande; o do meio, com camisa salpicada de tinta, pinta um montante do corrimão; o mais novo, de avental bege, bate um prego com um pequeno martelo. Na janela da torre, uma jovem de vestido branco com folhos e cabelos loiros em trança sorri, segurando uma chapa dourada para bater; o Lobo, grande e de pelo cinzento sedoso, com expressão suave, puxa uma corda para estabilizar uma tábua na base da escada; à esquerda, uma mulher idosa de cerca de 60 anos com xale verde oferece um bule fumegante e uma chávena; à direita, um menino de ~7 anos ajoelhado com um martelo vermelho olha maravilhado. Numa colina herbosa ao crepúsculo ergue-se uma grande torre de pedra cinzenta com janela em caixilhos e uma escada de madeira em espiral recentemente reparada; ferramentas espalhadas, flores silvestres em primeiro plano e céu suave rosa-azulado. Situação: os três porquinhos consertam juntos o último lance de escadas da torre com tábuas novas e faixas de tinta, habitantes a ajudar, atmosfera calorosa e colaborativa e luz dourada realçando as texturas da madeira, cabelos e pelo. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — A torre e os porquinhos

Era uma vez três porquinhos que viviam perto de uma grande torre de pedra. A torre brilhava ao sol como um farol de conto. Dela vinha às vezes uma música suave, como se a torre tivesse uma voz antiga.

O porquinho mais velho chamava-se Próspero. Ele era calmo e ajeitado. Gostava de medir, de riscar, de juntar pregos limpos num potinho. O do meio era Brincante. Ele gostava de pintar e sonhar. O mais novo era Cuidado. Ele sabia cuidar das coisas. Sempre varria a porta e secava a chuva com panos macios.

Certa manhã, ouviram um suspiro alto vindo da torre. Subiram a colina e viram que a escada de madeira estava quebrada. Alguns degraus estavam soltos. Outros haviam sido arrancados pelo vento. Lá em cima, na janela, acenava a donzela do conto. Ela era gentil e fazia bolos de nuvem. A donzela disse com voz trêmula:

— Oh, porquinhos, a escada precisa de conserto. Sem ela, ninguém sobe para cuidar do sino. E o sino precisa tocar.

Os porquinhos olharam a escada. Estava cansada como um velho livro. Próspero pegou sua régua. Brincante segurou sua caixa de tintas. Cuidado ajeitou os panos. Eles prometeram consertar a escada. Mas havia uma nuvem escura no céu. Por baixo dela, vozes grandes de adultos discutiam sem ouvir. Havia palavras duras, promessas vazias e gestos que não consertam nada. A torre sofria porque alguns cuidados importantes foram esquecidos. Os porquinhos entenderam: às vezes os lugares bonitos ficam tristes quando os grandes não olham direito.

Capítulo 2 — Planos e pequenos feitiços

Próspero disse:

— Vamos fazer uma escada que dure. Vou medir tudo com calma.

Brincante sorriu:

— E eu vou pintá-la com cores do arco-íris.

Cuidado falou baixinho:

— Vou prender cada prego. Vou escovar cada degrau.

Eles subiram os materiais. A madeira falava com estalos alegres. O céu ficou mais claro quando os porquinhos trabalharam juntos. Mas aconteceu um problema: a madeira velha estava quebradiça. Um vento forte soprou e a escada quase caiu outra vez. A donzela na janela apertou a mão ao peito e disse:

— O sino precisa tocar na hora certa. A cidade precisa da música do sino.

Os porquinhos sentaram um pouco. Cuidado abriu seu chapéu e tirou um pequeno espelho. Era um espelho mágico que achara sob uma pedra com musgo. O espelho não mostrava rostos; mostrava ideias. Numa face brilhante apareceu uma imagem: mãos de gente grande plantando sementes, mas depois esquecendo as sementes secas. Cuidado suspirou:

— Vê? Às vezes, quem manda diz coisas bonitas, mas não faz o que promete. A torre fica sem cuidado.

Próspero fechou os olhos e disse com voz de vento:

— Então nós mesmos seremos cuidadosos. Não podemos mudar todas as vozes grandes, mas podemos consertar a escada. E ensinar com nosso trabalho.

Brincante pegou um pincel e desenhou no chão um mapa. O mapa tinha a trilha de cada passo. Eles combinaram: Próspero iria medir e cortar a madeira forte. Brincante iria colorir e inventar feitiços de coragem com suas tintas. Cuidado ia pregar com atenção e testar cada degrau.

Durante o trabalho, apareceram pessoas da vila. Uma senhora trouxe chá quente. Uma criança trouxe um martelo pequeno que encontrara no mercado. Outros trouxeram cordas e risos. Era como se a torre chamasse a todos com uma canção boa. Os porquinhos sentiram que a cidade também cuidava.

Capítulo 3 — O velho lobo e as velhas promessas

Enquanto consertavam, ouviu-se um uivo distante. Era o Lobo, mas não o lobo feroz de histórias más. Este lobo era o guardião de velhas promessas. Ele vinha de um bosque onde as palavras não cumpridas se transformavam em vento frio. Aproximou-se e disse com voz grave:

— Vejo que reconstruem. Mas quem vai pagar? Quem manda por aí promete tudo e depois não vem. Isso não é justo.

Cuidado respondeu:

— Nós não esperamos que mudem de imediato. Vamos consertar com os nossos punhos e coragem. E, quando der, lembraremos a todos de cuidar melhor.

O lobo inclinou a cabeça. Seus olhos eram como moedas antigas. De repente, um raio de sol tocou o pelo do lobo e algo mudou. Ele sorriu. Então soltou um uivo curto, que não assustou ninguém; era quase uma canção.

— Então mostrem como se faz — riu o lobo. — Eu vou ajudar. Às vezes as vozes grandes precisam de um espelho para ver que prometer não basta.

O lobo ajudou a tirar as tábuas quebradas. Não era feroz; era firme. Ele puxou cordas, segurou a escada. A vila inteira virou oficina de cantos e martelos. Crianças batiam palmas, como se cada prego fosse uma nota de música. Brincante pintou o corrimão com flores douradas. Próspero colocou um novo degrau, forte como uma promessa cumprida. Cuidado passou cera e pousou uma estrelinha de prata no topo, para lembrar que o zelo dá brilho.

Capítulo 4 — O sino toca e a lição brilha

Quando a escada ficou pronta, subiram todos para olhar. A donzela abriu a janela e sorriu. Ela tocou o sino com uma vara dourada. O som foi claro, doce como mel e como chuva de verão. O sino falou de coisas simples: de cuidar do que é preciso, de cumprir o que se promete, e de ajudar quem está perto.

A voz da cidade mudou. Pessoas que antes só gritavam promessas agora ouviram o sino e pensaram. Alguns políticos da praça pararam ao escutar. Não era uma mensagem de castigo. Era um lembrete suave, como o vento que leva uma folha até a mão que estende. Eles viram a escada forte e os porquinhos consertados. Viram que as pequenas ações fazem grandes músicas.

Cuidado pousou a mão na madeira e disse:

— Não basta falar. É preciso fazer. E cada um pode ajudar um pouco.

Próspero acrescentou:

— Medir com calma, juntar com carinho. Assim as coisas duram.

Brincante sorriu e soltou uma risada colorida:

— E trazer cores e alegria também é conserto de alma!

A donzela fez bolos de nuvem para todos. O lobo comeu um pedacinho e lambeu os beiços como um cão de luar. A vila dançou junto, devagar, como quem caminha num jardim.

No final do dia, quando as estrelas bordaram o céu, os porquinhos sentaram-se ao pé da torre. O espelho mágico mostrou outra imagem: mãos que ajudam outras mãos, crianças que aprendem a consertar, líderes que escutam o sino antes de prometer. Era uma imagem de futuro.

— O nosso conserto é uma semente — murmurou Cuidado. — Vai crescer se cuidarem dela.

E assim ficou a lição: quando todos fazem um pouco com carinho, as coisas quebradas ganham música outra vez. Prometer é bonito, mas cumprir é o que faz a torre cantar.

Moral: cuidar juntos é a magia que transforma promessas em coisas boas.

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O quiz: você entendeu bem a história?

Suspiro
Ar que sai do peito quando alguém está cansado ou triste.
Escada
Conjunto de degraus que usamos para subir e descer lugares altos.
Degraus
Cada parte da escada onde se pisa para subir ou descer.
Donzela
Uma moça gentil, personagem comum em histórias antigas.
Trêmula
Quando algo ou alguém treme um pouco, fica a balançar.
Feitiços
Palavras ou gestos que, na história, parecem fazer coisas mágicas.
Promessas vazias
Promessas que se dizem, mas não se cumprem depois.
Guardião
Pessoa ou animal que cuida e protege algo importante.
Espelho mágico
Espelho especial na história que mostra ideias em vez de rosto.
Cera
Material usado para proteger e dar brilho na madeira da escada.
Corrimão
Barra ao lado da escada para segurar e subir com segurança.
Sino
Objeto que toca e faz som alto para avisar as pessoas.

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