Na Cidade-Luz, os prédios brilham com luz azul e rosa. No céu, passam naves pequenas, como peixes de metal. Lá vive uma heroína: Capitã Estela-Flash. Ela é uma mulher alta, com capa prateada e botas vermelhas. No peito, um círculo de luz que pulsa. Seu poder é sol e raio: ela faz luz forte e rápida, e também calor bom, bem quentinho.
De manhã, Estela ouve um bip-bip no pulso. É o Relógio Foguete. «Alerta!», diz o relógio. «A Praça do Sorriso ficou sem luz.»
Estela sorri. «Eu vou já», diz ela. Ela dá um salto. Vruum! Sua capa faz um “fiu”. Ela voa por cima dos telhados, bem alto, bem feliz. Ela vê gente acenando. Um bebê ri. Um cão late “au-au”.
Na praça, o Chafariz Cantor está parado. As lâmpadas estão apagadas. Um robô de limpeza, o Robô Pingo, gira em círculos. «Ops, ops», diz ele. «Eu puxei um fio.»
Estela pousa macio. «Tudo bem, Pingo», diz ela. «Eu cuido disso.»
Ela olha o fio. É um fio azul, bem fino. Estela faz luz na ponta do dedo. Um raio pequeno, “tic”, encaixa o fio no lugar certo. Depois ela sopra ar morno, só um pouquinho, para firmar. O robô para de girar. «Ufa», diz Pingo.
Mas ainda falta energia. Estela abre os braços. O círculo no peito brilha forte. Ela manda luz para as lâmpadas: uma, duas, três… plim! plim! plim! A praça acende. O chafariz canta “la-la-la”. As naves no céu piscam, como se aplaudissem.
As pessoas batem palmas. Uma senhora ri. «Você é rápida!», diz ela. Estela faz pose de heroína. «Sou rápida e gentil», responde ela. Pingo faz uma careta engraçada. «Eu também sou gentil… eu acho», diz ele.
Estela dá um tchau e voa de novo, guardando a Cidade-Luz, com coragem e cuidado.
Moral: Quando a gente ajuda com calma e carinho, a cidade toda fica mais feliz.