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Pequenos aventureiros 3 a 4 anos Leitura 5 min.

A aventura da Sara e do Tomás no barco de almofadas

Sara e Tomás transformam a sala num barco de almofadas e embarcam numa aventura imaginária durante a chuva, à procura da Ilha dos Doces Perdidos e de tesouros escondidos.

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Sara, 4 anos: cabelo castanho curto com presilha vermelha, pijama amarelo de bolinhas, segura um quadrado de papelão como leme, sentada à esquerda sorrindo; Tomás, 4 anos: cabelo loiro bagunçado, manchas de chocolate no queixo, camiseta azul e calções verdes, segura uma colher de pau como remo, em pé à direita sobre almofadas; sala aconchegante transformada em barco: chão de madeira clara, almofadas coloridas empilhadas em arco, manta listrada como vela, caixa de papelão vermelha como painel, janela com gotas de chuva e luz cinzenta, prato de biscoitos e morangos na mesa de centro; dois pequenos aventureiros brincam de navegar dentro de casa durante a chuva, atmosfera acolhedora, cores vivas, texturas suaves, expressões alegres, almofadas balançando e respingos imaginários azul‑claro. reportar um problema com esta imagem

Era uma vez dois amigos muito curiosos: a Sara e o Tomás. Eles tinham quatro anos e adoravam brincar juntos. Um dia, acordaram e olharam pela janela. O céu estava cinzento, e pingos grandes de chuva caiam no jardim.

– Oh não, – disse Sara, com um suspiro pequeno. – Eu queria tanto brincar lá fora.

– Não faz mal! – respondeu Tomás, sorrindo. – A chuva pode ser divertida. Vamos esperar juntos.

Eles olharam para o relógio da cozinha. O tempo parecia andar devagar quando se espera. Mesmo assim, Sara teve uma ideia.

– E se fizéssemos uma aventura aqui dentro, enquanto a chuva cai?

Tomás ficou com os olhos brilhantes.

– Sim! Vamos transformar a sala num grande barco!

Pegaram nas almofadas, nas mantas e nos bonecos. Construíram um barco bem fofinho no meio da sala. Sara encontrou uma caixa e fingiu que era o leme.

– Todos a bordo! – gritou Tomás, abanando uma colher de pau como se fosse um remo.

Sara riu e segurou firme o leme. – Capitão Tomás, para onde vamos?

Tomás pensou um pouco.

– Vamos procurar a Ilha dos Doces Perdidos!

Sara achou a ideia deliciosa. Imaginou uma ilha cheia de bolachas, bolo e morangos. Mas, para chegar lá, tinham de atravessar o Mar das Almofadas.

– Há ondas gigantes! – disse Tomás, saltando de uma almofada para outra.

Sara seguiu-o, com cuidado para não cair. As almofadas eram escorregadias como peixes.

– Cuidado, Tomás! – avisou Sara. – O mar está agitado!

Tomás fingiu que quase caía, mas Sara estendeu a mão. Ele agarrou-se e os dois riram muito.

– Obrigado, Sara. Tu és uma ótima amiga.

Continuaram a aventura. De repente, ouviram um barulho.

– Escuta! – sussurrou Tomás. – São piratas?

Sara ficou atenta. Era só o vento a bater na janela. Ela sorriu.

– Não são piratas. É só a chuva a tentar entrar!

Os dois riram outra vez. De repente, Tomás quis procurar o tesouro. Espreitou debaixo do sofá e encontrou um brinquedo perdido.

– Olha, Sara! Achei o tesouro!

Sara correu para ver. Era um carrinho vermelho, há muito desaparecido.

– Uau! Tu és muito inteligente, Tomás. Encontraste um tesouro verdadeiro.

Sentaram-se lado a lado no barco de almofadas. A chuva batia nas janelas, mas eles estavam quentinhos e felizes.

– Agora, temos de chegar à ilha – disse Sara. – O que falta?

Tomás olhou em volta.

– Falta uma bandeira!

Pegaram num lenço colorido e puseram-no num pauzinho. Ficou uma bandeira mesmo gira.

– Viva! – gritaram os dois juntos.

Depois, sentiram fome.

– A ilha dos Doces Perdidos tem de ter lanche! – disse Tomás.

Foram à cozinha com a mamã. Ela sorriu e deu-lhes bolachas e morangos.

– Que exploradores maravilhosos! – disse a mamã.

Voltaram para o barco da sala, com o prato de lanche. Comeram tudo devagarinho, imaginando que estavam mesmo numa ilha mágica.

Lá fora, a chuva começou a parar. Sara olhou pela janela.

– Olha, Tomás! O céu está a ficar azul!

Correram até à porta. O jardim brilhava, ainda molhado. O chão cheirava a fresco.

– Vamos brincar lá fora? – perguntou Tomás, esperançoso.

Sara pensou um bocadinho.

– Sim, mas temos de saltar nas poças! – respondeu ela, com um sorriso.

Calçaram as galochas e correram para o jardim, saltando nas poças de água. Salpicaram-se, riram muito e pularam como sapos felizes.

Foi um dia cheio de aventuras. Primeiro, navegaram num barco de almofadas. Depois, encontraram um tesouro. Por fim, exploraram a ilha mágica do jardim molhado.

Quando o sol apareceu, Sara disse baixinho:

– Gosto de esperar contigo, Tomás. Tu fazes cada momento bonito.

Tomás sorriu.

– Eu também gosto muito de brincar contigo, Sara.

E assim, com coragem, imaginação e amizade, a Sara e o Tomás descobriram que todos os dias podem ser grandes aventuras, mesmo à espera da chuva passar.

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Curiosos
Crianças que gostam de ver, perguntar e descobrir coisas novas ao seu redor.
Almofadas
Pequenos apoios macios que ficam no sofá e ajudam a sentar ou brincar.
Mantas
Tecido grosso e quentinho que se usa para cobrir e aquecer o corpo.
Leme
Peça que serve para guiar e virar um barco, como um volante do mar.
Remo.
Objeto longo que se usa para empurrar a água e fazer o barco andar.
Suspiro
Sopro lento e profundo que fazemos quando estamos cansados ou pensativos.
Espreitou
Olhou com cuidado para dentro de um lugar pequeno ou escondido.
Tesouro
Coisa valiosa ou especial que as pessoas querem encontrar ou guardar.
Exploradores
Pessoas que vão procurar lugares novos e descobrir coisas diferentes.
Bandeira!
Pano colorido que se põe num pau para mostrar um lugar ou vitória.
Galochas
Botas impermeáveis para usar quando o chão está molhado e cheio de poças.
Salpicaram-se,
Quando a água bateu neles e fez pequenas gotas por todo o corpo.

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